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"...há anos, me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

19/06/2008

A Lição do Jardineiro

Um dia, o executivo de uma grande empresa contratou, pelo telefone,
um jardineiro autônomo para fazer a manutenção do seu jardim.

Chegando em casa, o executivo viu que estava contratando um garoto
de apenas 15 ou 16 anos de idade. Contudo, como já estava contratado,
ele pediu para que o garoto executasse o serviço.

Quando terminou, o garoto solicitou ao dono da casa permissão para utilizar o telefone
e o executivo não pôde deixar de ouvir a conversa.

O garoto ligou para uma mulher e perguntou:
“A senhora está precisando de um jardineiro?”

“Não. Eu já tenho um”, foi a resposta.

“Mas, além de aparar a grama, frisou o garoto, eu também tiro o lixo.”

“Nada demais, retrucou a senhora, do outro lado da linha.
O meu jardineiro também faz isso.”

O garoto insistiu: “eu limpo e lubrifico todas as ferramentas
no final do serviço.”

“O meu jardineiro também, tornou a falar a senhora.”

“Eu faço a programação de atendimento, o mais rápido possível.”

“Bom, o meu jardineiro também me atende prontamente.
Nunca me deixa esperando. Nunca se atrasa.”

Numa última tentativa, o menino arriscou:
“o meu preço é um dos melhores.”

“Não”, disse firme a voz ao telefone. “Muito obrigada!
O preço do meu jardineiro também é muito bom.”

Desligado o telefone, o executivo disse ao jardineiro:
“Meu rapaz, você perdeu um cliente.”

“Claro que não”, respondeu rápido. “Eu sou o jardineiro dela.
Fiz isto apenas para medir o quanto ela estava satisfeita comigo.”

***.

Em se falando do jardim das afeições, quantos de nós teríamos a coragem
de fazer a pesquisa deste jardineiro?

E, se fizéssemos, qual seria o resultado? Será que alcançaríamos o grau
de satisfação da cliente do pequeno jardineiro?

E, por fim, qual tem sido o nosso preço? Temos usado chantagem ou,
como o jardineiro sábio, cuidamos das mudinhas das afeições com carinho
e as deixamos florescer, sem sufocá-las?

O amor floresce nos pequenos detalhes. A gentileza, a simpatia,
o respeito são detalhes de suma importância para que o amor floresça
e frutifique em felicidade.

Amor nos tempos de internet

Acho que não vou dizer que te amo, vou mandar um e-mail com um anexo em Power Point com alguma mensagem do Mário Quintana e aquele arquivo MP3 ao fundo, de uma música linda que ninguém nunca ouviu. Ou então, ao invés de me declarar a você, vou publicar uma declaração de amor no meu blog com alguns detalhes para você sacar que é para você! Ah, não vou te chamar para sair não, vou mandar um scrap pelo Orkut com o link de um cyber café bacana para os apaixonados. Você verá o link e com certeza me convidará para sair. O quê? O seu coração tá cheio? Que nada! Joga aí umas pessoas fora, esvazia a lixeira ou troca logo de servidor, que eu ganho o meu espaço. Como? Ah não! Você não pode acreditar
em tudo o que as pessoas falam de mim. Tudo aquilo que diziam a meu respeito era apenas spam, não era verdade. Faz logo o download da minha nova versão, pois em poucos dias minha licença de uso expira.
E aquelas suas manias, hein? Tá, tá bom, você já fez um upgrade e agora seremos felizes juntos! Vai ser perfeito! Qualquer problema a gente passa um anti-vírus e tira logo esse spyware [da sua ex] do nosso caminho.
Se eu tô com ciúmes de você? [Eu ciumenta]?
Jamais http://www.eunaotenhociumedevoce.com.br/socuidodoqueemeu
Cineminha? Não, a gente fica em casa mesmo e vê uns videozinhos no You Tube, que tal? Esqueceu de dizer que me ama hoje? Tá precisado aumentar essa memória e dar uma conferida no processador.
Vamos dar uma manutenção na rede para a conexão não cair, se é que você me entende. Cuida bem
de mim porque já te passei a senha da minha vida e a resposta da pergunta secreta eu só te conto por depoimento. E nem pense em desaparecer: eu envio dez mil pedidos de atenção e coloco um nick bem bonito para todo mundo saber que eu já tô com saudade. Se você me deixar? Finjo que não ligo,
dou logo um CTRL + Z e te desfaço. E se eu não mais conseguir viver sem você eu apelo para o
CTRL + ALT + DEL e reinicio a minha vida com outra pessoa. Formato meu coração e reinstalo tudo
de novo. Talvez dê até para ser mais feliz. Sabe como é, neste mundo informatizado a cada dia saem
novas opções para gente fingir que vive, aqui, do outro lado da tela do computador. Então fica logo
offline e corre aqui pra casa. Eu vou te ensinar umas coisinhas que nem Bill Gates foi capaz de criar! ;)

por Ruleandson do Carmo

Àquela letra do alfabeto

"eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixo assim ficar subentendido" (Lulu Santos)

Uma das primeiras coisas que eu aprendi foi o alfabeto, depois me preocupei com os números. Sempre preferi as palavras aos cálculos. A gente costuma preferir aquilo que sabe fazer melhor, ou pelo menos o que mais gosta, o que mais entende, o que mais consegue. Talvez, por isso prefiro você. Certamente, é por isso que eu ainda prefiro digitar sentimentos, amar e sonhar, nesse sonho esforçado de fazer a vida rimar com coisas boas. Nessa tarefa diária me é útil o alfabeto. Aquelas 20 e poucas letras, que juntas formam palavras, que juntas formam frases, que juntas formam textos, textos que dão vida aos sentimentos que eu sinto. Mas em tudo eu tenho algum preferido, escolho aquilo que eu gosto mais. Com o alfabeto não podia ser diferente. Há algum tempo uma das letras se tornou a minha preferida e, confesso, nem foi preciso muito esforço para ela ocupar a primeira posição, em um ranking não disputado que eu mesmo criei. Uso essa letra a todo momento, por tudo que ela significa, por tudo que ela me lembra. E não há como esquecê-la, se ela é meu amor vogal e consoante, que eu levo a todo instante quando quero te escrever. Ainda assim, eu paro, penso e sento, eu que nem preciso do assento para essa letra me lembrar você. Você, que começa e termina nessa mesma letra, dispensa qualquer retoque ou retórica para ter minhas palavras. Como pode uma letra ser tão amada? Letra que me traz cada texto, cada verso, cada dia. Nem preciso das outras letras, só com a sua eu escreveria minha melhor poesia, pois eu sei que só você me basta. Ainda que eu te deseje sempre mais. Mesmo que eu repetisse sempre a sua letra, ainda assim me entenderiam. Para quem sabe ler, um pingo é letra, e, para quem sabe amar, tua letra é uma certeza. Esse é meu jeito, esse é meu amor, esse é meu alfabeto. E o meu alfabeto, mesmo só tendo a sua letra, nunca deixa de ser completo.

"Eu amo você e por mais que eu pense não consigo me imaginar não amando você. Eu acho que o que nós temos é mais do que bom, é certo" (Brothers & Sisters)

por Ruleandson do Carmo

18/06/2008

Projeto prevê plantio de árvore

Brasil

15/06/2008 14:02
Projeto prevê plantio de árvore para casamento ou divórcio

Um projeto em tramitação na Câmara dos Deputados pode tornar obrigatório o plantio de mudas de árvores toda vez que alguém casar, se divorciar, comprar carro zero quilômetro ou construir imóveis residenciais e comerciais. Pelo projeto, do deputado Manato (PDT-ES), noivos teriam que plantar 10 mudas de árvores para casar.

No divórcio, a conta aumentaria: 25 mudas. No caso da compra de veículos, são 20 mudas para carros novos, 40 para os de médio porte e 60 para veículos pesados. Construtoras seriam obrigadas a plantar 10 mudas para cada imóvel residencial e 20 para cada unidade comercial. Por uma conta conservadora com base em dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), sindicato da construção civil e dos fabricantes de veículos, se for transformado em lei, o projeto obrigará o plantio de pelo menos 65 milhões de árvores por ano pelo país.

Segundo a entidade ambientalista SOS Mata Atlântica, isso equivaleria a ocupar com árvores uma área de 38.235 hectares, ou o equivalente a 46.346 campos de futebol com dimensões oficiais (8.250 metros quadrados). A quantidade de árvores plantadas seria suficiente para recompor a mata ciliar de 6.366 quilômetros de rios brasileiros com uma faixa de 30 metros de vegetação em ambas as margens. Para efeito de comparação, o Rio Amazonas tem 5.825 km de extensão. Para a SOS Mata Atlântica, toda iniciativa para incentivar o plantio de árvores é válida, mas nem sempre eficaz.

De acordo com o coordenador de fomento florestal da entidade, Nilson Máximo, depois de plantada uma muda é preciso um acompanhamento de dois anos para que ela tenha chances de chegar à fase adulta. Para o deputado Manato, entretanto, o projeto vai ajudar a reduzir os efeitos do aquecimento global a longo prazo sem pesar no bolso do contribuinte. “Quem comprar um apartamento de R$ 100 mil, [a construtora] não vai pagar nem R$ 50 para o meio ambiente. Isso é irrisório.

Acho que o valor para a gente é simbólico, mas para o meio ambiente é muito”, disse ao G1. O deputado disse não se preocupar com o choque que pode ocorrer entre o projeto, se for aprovado, e as legislações de estados e municípios sobre normas para o plantio de árvores. “É preciso começar por algum lugar. Tem que começar por uma lei federal”, afirmou. Tramitação O projeto do deputado Manato (PDT-ES) já foi aprovado por duas das cinco comissões pelas quais deve ser apreciado. Como tramita em caráter conclusivo, pode ser enviado ao Senado sem sequer ser votado no plenário da Câmara. Para isso, é preciso que as outras três comissões também aprovem o projeto e que não haja recurso com mais de 51 assinaturas contra a proposição.

Na defesa que faz de seu projeto, Manato relata os impactos que a produção de veículos e da construção de imóveis causa ao meio ambiente. Sobre o divórcio, diz que a “lógica é simples”. “Quando as pessoas se separam, as famílias se dividem. Isso resulta em aumento no número de residências, o que, por sua vez, leva a uma ocupação maior do espaço e também a um consumo maior de energia e de água.” O projeto prevê a substituição do plantio pela doação de mudas ao órgão municipal de urbanização ou o pagamento de R$ 1 para cada muda devida.

aqui

12/06/2008

Ocasião Especial



"O perfume da felicidade e da alegria de viver de uma feminilidade deslumbrante". Esta é a descrição que podemos encontrar para o perfume Dolce Vita, de Christian Dior (foto ao lado - fonte: Mmarltje.nl), lançado em 1995.

OCASIÃO ESPECIAL



Era com muita dor que aquele homem retirava do guarda roupas um frasco de perfume francês com o qual presenteara sua esposa quando da sua última viagem ao exterior.

Isto, disse ele, é uma das coisas que ela estava guardando para uma ocasião especial. Bem, acho que agora é a ocasião, falou demonstrando profunda amargura.

Segurou o frasco com carinho e colocou-o na cama junto com os demais objetos que havia separado para levar à funerária.

Olhou consternado para os pertences guardados, fechou a porta do armário, virou-se para os demais familiares que estavam com ele e disse-lhes com voz embargada: "Nunca guardem nada para uma ocasião especial, já que podemos criar a cada dia uma ocasião muito especial."

Um Tsunami Passou em Minha Vida


No dia 26 de dezembro de 2004, último domingo do ano, o sudeste da Ásia foi abalado por um tremor de terra no fundo do oceano Índico, que produziu um maremoto com ondas de até 12 metros de altura, numa velocidade de mais de 800 km/h, as famosas tsunamis(palavra japonesa que significa "espírito do vento ou do mar").

Como conseqüência, vários países do sul e sudeste da Ásia e da costa oeste da África foram varridos pelas ondas, criando um cenário de destruição, como de uma guerra de grandes proporções.

As conseqüências imediatas dos tsunamis foram mais de 165 mil mortos e desaparecidos, mais de 5 milhões de desabrigados, as economias e as infra-estruturas regionais arrasadas.

Outras conseqüências se seguiram, e ainda se seguirão por muitos anos, tais como: disenterias e cólera, pneumonia, infecções cutâneas e internas, amputações cirúrgicas que mutilarão os corpos de pessoas cujos espíritos e almas já estão mutilados há muitas gerações.

A longo prazo, haverá toda uma geração de órfãos e desgarrados, a geração tsunami. São miseráveis, sem esperança de vida, e que aumentarão as estatísticas de pobreza no mundo.

A solidariedade de governos e de pessoas do mundo todo, a maioria deles de países cristãos, foi comovente e de alguma maneira tem servido para minorar o sofrimento dos sobreviventes e para diminuir as tensões políticas e culturais entre os países ocidentais cristãos e os povos não cristãos das regiões afetadas.

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No dia 27/12 Eu estava no HOSPITAL EVANGÉLICO com a minha filha Danielly, ela fora internada com uma febre alta que estava lhe deixando prostrada...

Assistiamos as notícias sobre a tragédia das Tsunames e tinhamos a impressão que o mundo estava acabando. Tanta dor, tanta perca, tantas lágrimas...

No dia 30/12 o médico me disse que minha filha tinha Lúpus e que era uma doença que não tinha cura, embora existisse tratamento, então meu mundo desmoronou, mas me fiz de forte e confiante ao lado da minha Dany que era o amor em pessoa, e ela me respondeu com inúmeras forma de carinho.

Ela deitada na cama e eu sentada ao seu lado, segurei a sua mão, até que ela dormiu, então chorei e clamei a Deus por SOCORRO!!!!!!!!

No dia 31/12 ela recebeu alta ao sair do hospital ela me disse que queria comprar algumas coisas gostosas para a Ceia de Ano Novo, e para ela uma boneca, um diário e uma colcha rosa e uma colcha para mim, outra pra Marianne e uma pro Evandro (esta não compramos pois na loja não tinha uma colcha de solteiro com tema masculino), as outras coisas todas compramos...

A cada dia ela registrava no diário um pouco de sua vida, parecia estar melhor, não tivera febre depois que saímos do hospital.

Então no dia 05/01/2005 a tarde ela teve febre, levei ao médico e ela foi medicada, voltamos pra casa, mas de madrugada ela piorou, voltamos com ela ao Hospital, local e de lá ela foi encaminhada ao Hospital Evangélico de Dourados/MS, chegando lá ela foi pra UTI depois de um certo tempo a enfermeira me deixou falar um pouco com ela, ela estava toda entubada, mas sorriu pra mim... assim que sai ela me mandou vários beijinhos, depois um médico veio me falar que ela entrara em coma, e depois uma enfermeira me chamou e disse que A MINHA FILHA tivera três paradas cardio-respiratória e não resistiu, vindo a óbito, em decorrencia de LÚPUS ERITEMATOSO SISTÊMICO (LES) e FALÊNCIA MÚLTIPLA DOS ÓRGÃOS.

A Danielly era minha filha caçula, tinha apenas doze anos.

Nesse dia um Tsunami passou em minha vida...

Faça a Sua Parte

Moody conta a história de um passageiro em um navio que atravessava o Atlântico e que descansava em seu beliche durante uma forte tempestade, acometido de um forte enjôo do mar.

De repente ele ouve um alvoroço e um grito: "Homem ao mar." "Que Deus ajude a este pobre homem," orou ele, "mas não existe nada que eu possa fazer."

Logo a seguir, pensou ele: "eu posso, pelo menos, acender minha lanterna
e colocar nesta pequena janela."
Com muito esforço ele fez isso.

Finalmente o homem que havia caído no mar foi salvo.

No dia seguinte ele contou a história para todos: "Eu estava, na escuridão, afundando talvez pela última vez quando alguém colocou uma luz através de uma portinhola.

A luz brilhou direto em minha mão e um marinheiro, em um barco salva-vidas, conseguiu me resgatar."


A debilidade não pode ser usada como justificativa para usar a pouca força que temos. Quem pode dizer como Deus trabalhará?

Distribuir Carinho



Havia uma pequena aldeia onde o dinheiro não entrava. Tudo o que as pessoas compravam, tudo o que era cultivado e produzido por cada um, era trocado.

A coisa mais importante era o amor. Quem nada produzia, quem não possuía coisas que pudessem ser trocadas por alimentos, ou utensílios, dava seu CARINHO.

O CARINHO era simbolizado por um floquinho de algodão. Muitas vezes, era normal que as pessoas trocassem floquinhos sem querer nada em troca. As pessoas davam seu CARINHO pois sabiam que receberiam outros num outro momento ou outro dia.

Um dia, uma mulher muito má, que vivia fora da aldeia, convenceu um pequeno garoto a não mais dar seus floquinhos. Desta forma, ele seria a pessoa mais rica da cidade e teria o que quisesse.

Iludido pelas palavras da malvada, o menino, que era uma das pessoas mais populares e queridas da aldeia, passou a juntar CARINHOS e em pouquíssimo tempo sua casa estava repleta de floquinhos, ficando até difícil de circular dentro dela.

Então, quando a cidade já estava praticamente sem floquinhos, as pessoas começaram a guardar o pouco CARINHO que tinham e toda a HARMONIA da cidade desapareceu.

Surgiram a GANÂNCIA, a DESCONFIANÇA, o primeiro ROUBO, o ÓDIO, a DISCÓRDIA, as pessoas se XINGARAM pela primeira vez e passaram IGNORAR-SE pelas ruas.

Como era o mais querido da cidade, o garoto foi o primeiro a sentir-se TRISTE e SOZINHO, o que o fez procurar a velha para perguntar-lhe e dizer-lhe se aquilo fazia parte da riqueza que ele acumularia. Não a encontrando mais, ele tomou uma decisão.

Pegou uma grande carriola, colocou todos os seus floquinhos em cima e caminhou por toda a cidade distribuindo aleatoriamente seu CARINHO. A todos que dava CARINHO, apenas dizia: Obrigado por receber meu carinho. Assim, sem medo de acabar com seus floquinhos, ele distribuiu até o último CARINHO sem receber um só de volta. Sem que tivesse tempo de sentir-se sozinho e triste novamente, alguém caminhou até ele e lhe deu CARINHO. Um outro fez o mesmo... Mais outro... e outro... até que definitivamente a aldeia voltou ao normal.

Nunca devemos fazer as coisas pensando em receber em troca. Mas devemos fazer sempre. Lembrar que os outros existem é muito importante. Muito mais importante do que cobrar dos outros que se lembrem de ti, pois sentimento sincero nos é oferecido espontaneamente, e assim saberemos quem realmente nos ama. Aqueles que te quiserem bem se lembrarão de ti. Receber sem cobrar é mais verdadeiro. Receber CARINHO é muito bom. E o simples gesto de lembrar que alguém existe, é a forma mais simples de fazê-lo.

aqui

Eu pertenço à uma família



Há mais de um ano, quando de viagem para os EUA, um dos presentes que trouxemos na bagagem foi um ursinho Puff para nossa primogênita, Susanne, hoje com quase 17 anos.

Ela gosta muito daquele urso. Quase todos os dias, antes de ela acordar, pego aquele urso e coloco numa situação engraçada. Num dia ponho o urso debruçado na janela. Outro dia, na cadeira de praia, com óculos escuros.
Um dia desses coloquei-o com um pote de biscoito aberto (até procurei um pote de mel, mas não tinha).

Ao acordar, às vezes, tendo já saído, ela já sabe que o seu ursinho Puff está fazendo alguma coisa. Pode parecer apenas uma brincadeira familiar, mas o que estou estabelecendo com a minha filha é mais uma forma de nos manter conectado um ao outro.

Quando ela acorda já sabe que há uma grande possibilidade de procurar o urso e encontrá-lo numa situação nova (um dia desses ela o encontrou sentado no vaso sanitário!).

Quando minha filha acorda, mesmo às vezes mal-humorada, e procura pelo ursinho Puff e o encontra numa situação engraçada, ela inconscientemente pensa: "Meu pai se lembrou de mim e gastou alguns segundos procurando me distrair. Não sou hóspede nesta casa. Eu pertenço à uma família!"

Gilson Bifano, 2005.

Aborto


Certa mãe carregando nos braços um bebê, entrou num consultório médico e, diante deste, começou a lamuriar-se: - Doutor, o senhor precisa me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida de novo! Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.

Indaga o médico: - Muito bem... e o que a senhora quer que eu faça?

A mulher, já esperançosa, respondeu: - Desejo interromper esta gravidez e quero contar com sua ajuda.

O médico pensou alguns minutos e disse para a mulher: - Acho que tenho uma melhor opção para solucionar o problema e é menos perigoso para a senhora.

A mulher sorria, certa que o médico aceitara o seu pedido, quando o ouviu dizer:

- Veja bem, minha senhora... para não ficar com dois bebês em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços. Assim, o outro poderá nascer... Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar o que a senhora tem nos braços é mais fácil e a senhora não corre nenhum risco.

A mulher apavorou-se: - Não, doutor! Que horror! Matar uma criança é crime!

O médico sorriu e, depois de algumas considerações, convenceu a mãe de que não existe a menor diferença entre matar uma criança ainda por nascer (mas que já vive no seio materno) e uma já crescida. O crime é exatamente o mesmo e o pecado, diante de Deus, exatamente o mesmo.

Sempre Presente

Duas amigas voltaram a se encontrar depois de muitos anos de separação forçada. Uma delas continuava solteira, mas a outra havia se casado, era muito feliz ao lado do esposo e dos três filhos já crescidos.

Depois de horas de reminiscências agradáveis, a amiga que chegou quis saber um pouco mais a respeito da vida pessoal da outra.

Daí se justifica a pergunta aparentemente indiscreta: - Mas, amiga, como aconteceu o seu casamento?

- De uma forma bastante curiosa e quase mágica! Tem até uma aparência de enredo de novela... - responde a amiga.

- Você me deixa curiosa... Dá pra contar os principais capítulos?

- É claro que sim. Eu aprecio falar daquelas experiências que me proporcionaram felicidade!

Resumindo a coisa, foi mais ou menos assim: "Mudamos de bairro e dentro de algum tempo comecei a fazer novas e sólidas amizades. Entre elas estava a amizade de Otávio, o nosso mais próximo vizinho.

Ele era militar e estava iniciando a carreira. Começamos a namorar. Meigo, equilibrado e seguro, ele conquistou a minha confiança e o meu amor.

Foram dias felizes aqueles que vivemos, podendo desfrutar da presença um do outro; mas, surgiu a sua transferência para extremo norte do país.

Isso nos fez sofrer muito, mas ele partiu prometendo solenemente escrever-me todos os dias. Por longo tempo Otávio cumpriu com fidelidade o prometido.

Todas as manhãs eu me postava junto ao portão, à espera do carteiro. E com que emoção eram diariamente recebidas as suas cartas.

Algumas longas, outras mais curtas, porém, todas cheias de juras de amor... esperanças no amanhã... saudades!

Assim os dias passavam em desfile, formando semanas e depois meses; mas eu sempre esperava com o mesmo anseio pelas suas cartas.

Embora, como é natural, eu já houvesse me habituado com a ausência permanente do Otávio, e até já houvesse percebido que as cartas estavam ficando menos ardorosas, ainda assim gostava de esperar por elas!

Agora eu achava muito agradável ouvir o comentário do carteiro, que ao entregar cada carta sempre acrescentava alguma frase como, por exemplo: 'Novas notícias... espero que sejam alvissareiras!' ou então: 'Chegou outra carta... desejo que a faça feliz!' E cada dia ele sempre juntava algumas palavras simpáticas, quando da entrega da carta."

Acontece que, dentro de pouco tempo, elas foram diminuindo, diminuindo e se tornando cada vez mais frias e rotineiras.

O rumo das coisas mudou... Todavia, amiga, como vê estou casada, sou feliz e mãe coruja de três lindos filhos!

- Bem, de qualquer maneira o final com o Otávio foi feliz, pois se casaram, tiveram filhos... Se estou entendendo, casou-se com ele, não foi?

- Não. A distância conseguiu esfriar totalmente nosso relacionamento.
Eu me casei com o carteiro, sempre presente...

O que é que você está construíndo?


Da Idade Média chegou até nós a história de um homem que foi enviado pelo rei a estudar a reação das pessoas ao trabalho.

O emissário real parou diante de uma grande construção na França e perguntou a um trabalhador o que ele estava fazendo. Mal-humorado, o homem foi logo atacando:
"Por acaso você é cego? Não está vendo a minha dificuldade em cortar estas pedras com ferramentas primitivas, debaixo deste sol infernal? É a coisa mais chata do mundo, mas eu tenho que agradar o chefe".


O emissário saiu de fininho e se aproximou de um segundo operário: "O que está fazendo, meu caro?" Este respondeu: "Bem, eu estou moldando estas pedras de modo que se ajustem aos planos do engenheiro. O trabalho é enjoado, monótono, mas eu ganho cinco francos por semana que dão para sustentar mulher e filhos. Sabe como é, podia ser pior!"

Um pouco mais animado, o emissário se dirigiu ao terceiro operário:"E você, o que está fazendo?" Olhando para o azul do céu, o operário disse, emocionado:
"Meu amigo, vai ser uma linda catedral, e eu estou ajudando a construí-la".

Você está apenas quebrando pedra ou ajudando a embelezar o mundo com o seu trabalho?

- Do site de Pr. Walter Pacheco

A Pergunta Decisiva


Numa universidade, dois amigos que cursavam medicina iam muito bem nas provas e trabalhos da faculdade. No final do semestre ambos tinham notas entre 9 e 10. Havia uma prova final no curso de Química, mas, a dupla estava tão confiante nas suas notas que resolveu passar um final de semana festejando com amigos de uma outra universidade.

A festa foi grande e também a ressaca. Ambos dormiram tarde demais e chegaram atrasados na universidade na Segunda, dia da prova final. Ao invés de tentar fazer o exame, a dupla procurou o professor depois com uma história que inventaram.

Os dois afirmaram que o carro deles teve um pneu furado e ficaram sem pneu de reserva. Segundo eles, demorou para consertar o pneu e isso resultou no atraso deles para o exame.

O professor considerou a história dos dois e concordou que daria uma segunda chance de fazer o exame no dia seguinte. Ambos estudaram para valer aquela noite e foram ao exame no dia seguinte na hora marcada.

O professor colocou ambos em salas separadas e lhes entregou a prova. Quando começaram o exame, perceberam que a primeira pergunta era uma questão fácil e valia cinco pontos. Animados, responderam à primeira pergunta e viraram a página.

Na segunda página havia apenas uma pergunta – “Qual dos quatro pneus furou?” A resposta valia 95 pontos.

Autor desconhecido

09/06/2008

Desistir ou Não: Eis A Questão



Quantas vezes nós pensamos em desistir,
deixar de lado, o ideal e os sonhos;
Quantas vezes batemos em retirada,
com o coração amargurado pela injustiça;
Quantas vezes sentimos o peso da responsabilidade,
sem ter com quem dividir;
Quantas vezes sentimos solidão, mesmo cercados de pessoas;
Quantas vezes falamos, sem sermos notados;
Quantas vezes lutamos por uma causa perdida;
Quantas vezes voltamos para casa com a sensação de derrota;
Quantas vezes aquela lágrima, teima em cair,
justamente na hora que precisamos parecer fortes;
Quantas vezes pedimos a Deus um pouco de força, um pouco de luz;
E a resposta vem, seja lá como for, um sorriso, um olhar cúmplice,
um cartãozinho, um bilhete, um gesto de amor; E a gente insiste,
Insiste em prosseguir, em acreditar, em transformar, em dividir,
em estar, em ser; E Deus insiste em nos abençoar,
Em nos mostrar o caminho:
Aquele mais difícil, mais complicado, mais bonito.
E a gente insiste em seguir, por que tem uma missão:...SER FELIZ!

Pérolas do ENEM


Pérolas do ENEM no Espírito Santo

O número de famigerados do MST almenta a cada ano seletivo.

Os anaufabetos nunca tiveram chance de voltar outra vez para a escola.

Vasilhas de luz refratória podem ser levadas ao forno de microondas sem queimar.

O bem star dos abtantes da nossa cidade muito endepende do governo federal capixaba.

Animais vegetarianos comem animais não-vegetarianos.

Não cei se o presidente está melhorando as insdiferenças sociais ou promovendo o sarneamento dos pobres.

Me pré-ocupa o avanço regresssivo da violência urbana (Tentei fazer um comentário aqui. Mas não consegui parar de rir!)

Fidel Castro liderou a revolução industrial de 1917, que criou o comunismo na Russia.

O Convento da Penha foi construído no céculo 16 mas só no céculo 17 foi levado definitivamente para o alto do morro.

A História se divide em 4: Antiga, Média, Momentânea e Futura, a mais estudada hoje.

Os índios sacrificavam os filhos que nasciam mortos matando todos assim que nasciam.

Bigamia era uma espécie de carroça dos gladiadores, puchada por dois cavalos.

No começo Vila Velha era muito atrazada mas com o tempo foi se sifilizando.
Os pagãos não gostavam quando Deus pregava suas dotrinas e tiveram a idéia de eliminá-lo da face do céu.

A capital da Argentina é Buenos Dias.

A prinssipal função da raiz é se enterrar no chão.

As aves tem na boca um dente chamado bico.

A Previdência Social assegura o direito a enfermidade coletiva.

Respiração anaeróbica é a respiração sem ar, que não deve passar de 3 minutos.

Ateísmo é uma religião anônima praticada escondido. Na época de Nero, os romanos ateus reuniam-se para rezar nas catatumbas cristãs.

Os egipícios dezenvolveram a arte das múmias para os mortos poderem viver mais.

O nervo ótico transmite idéias luminosas para o cérebro.

A Geografia Humana estuda o homem em que vivemos.

O nordeste é pouco aguado pela chuva das inundações frequentes

Os Estados Unidos tem mais de 100.000 Km de estradas de ferro asfaltadas.

As estrelas servem para esclarecer a noite e não existem estrelas de dia porque o calor do sol queimaria elas.

Republica do Minicana e Aiti são países da ilha América Central.

(As autoridades estão preocupadas com a ploleferação da pornofonografia na Internet.
(
A ciência progrediu tanto que inventou ciclones como a ovelha Dolly.

O Papa veio instalar o Vaticano em Vitória mas a Marinha não deixou para construir a Capitania dos Portos no mesmo lugar.

A devassa da Inconfidência Mineira foi Marília de Dirceu, a amante de Tiradentes.

Hormônios são células sexuais dos homens masculinos.

Os primeiros emegrantes no ES construiram suas casas de talba.
(E passavam por elas em suas BICICRETAS vestido com a camisa do FRAMENGO)

Onde nasce o sol é o nacente , onde desce é o decente.

A terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados no mundo. Os outros planetas menos demográficos são: Mercurio, Venus, Marte, Luae outros 4 que eu sabia mas como esqueci agora e está na hora de entregar a prova, a senhora não vai esperar eu lembrar, vai?
Mas tomara que não baixe minha nota por causa disso porque esquecer a memória em casa todo mundo esquece um dia, não esquece?

Fonte: aqui

07/06/2008

A palavra


A palavra (escrita ou falada) é muito mais do que
uma simples forma de nos comunicarmos.
Podem ser usadas pra seduzir, pra machucar, pra edificar, pra derrubar...
Pessoalmente, e por ser muito sensível ao efeito delas,
procuro pensar muito antes de dizer algo que possa magoar alguém.
Muitas situações nos obrigam a sermos sinceros
e por vezes a dizer o que o outro não gostaria de ouvir.
Bom seria se pudéssemos nos ater ao fato em si,
ao invés de decretarmos vereditos negativos.
É muito diferente dizer "você está" ou "você é ".
A maioria dos conflitos entre as pessoas ocorre
por essa "falta de comunicação".
Fala-se muito, agride-se, critica-se, tendo como critério
sempre o nosso limitado ponto de vista.
Todos precisamos de palavras de ânimo.
Somos movidos a aprovação. Gostamos de elogios.
Porque será que a gente ouve tão pouco esse tipo de coisa?
E já reparou como nós nos boicotamos?
Basta recebermos um elogio de alguém que imediatamente nos justificamos...
Como é mais fácil acreditar nas críticas!
Uma vez proferida uma palavra, dificilmente a retratação (ou o pedido de desculpas)
tem o mesmo impacto. E nem me venha com essa de "Falei sem pensar".
Ninguém fala sem pensar. Não se diz palavras desconexas ou sem sentido.
Talvez não se tenha calculado o impacto, o efeito delas.
Mas é exatamente o que se pensava e se sentia naquele momento.
Eu prefiro as palavras doces...
Aquelas que nos dão a oportunidade de dizer a alguém como ela nos é importante,
o tamanho do nosso amor.
Dessas eu uso e abuso... o tempo todo...
Sem economias, sem datas especiais, sem horário marcado...
E uma simples palavra pode mudar toda uma situação.
Outro dia fui almoçar em uma padaria aqui pertinho de casa.
O atendente estava azedo, pisando duro pra lá e pra cá.
Veio a minha mesa e perguntou, grosseiramente: "O que vai querer? "
Respondi sem pestanejar: "Primeiro um sorriso, depois o cardápio".
Pronto! Ele sorriu, entendeu a mensagem e o bom humor voltou.
Simples assim...

Nanda

Fonte: Equipe Blog Temático

O que você olharia se tivesse apenas três dias de visão?



Helen Keller (1880-1968), uma mulher extraordinária, cega, surda e muda desde bebê, nos chama a atenção para a apreciação de nossos sentidos, algo que normalmente não percebemos.

Apenas de posse do sentido do tato e uma perseverança inigualável, sob a orientação de Anne Sullivan Macy, Keller pôde aprender a ler e escrever pelo método Braille, chegando mesmo a falar, por imitação das vibrações da garganta de sua preceptora, as quais captava com as pontas dos dedos.

O esforço de sua mente em procurar se comunicar com o exterior teve como resultado o afloramento de uma inteligência excepcional, considerada a maior vitória individual da história da educação. Ela foi uma educadora, escritora e advogada de cegos. Tinha muita ambição e grande poder de realização.

Ao lado de Sullivan, percorreu vários países do mundo promovendo campanhas para melhorar a situação dos deficientes visuais e auditivos. É considerada uma das grandes heroínas do mundo. A Srta. Helen alterou nossa percepção do deficiente.

Várias vezes pensei que seria uma benção se todo ser humano, de repente, ficasse cego e surdo por alguns dias no principio da vida adulta. As trevas o fariam apreciar mais a visão e o silencio lhe ensinaria as alegrias do som.

Por exemplo, você seria capaz de descrever com precisão o rosto de cinco bons amigos? Como experiência, perguntei a alguns maridos qual a exata cor dos olhos de suas mulheres e muitos deles confessaram, encabulados, que não sabiam. Ah, tudo que eu veria se tivesse o dom da visão por apenas três dias!

O primeiro dia seria muito ocupado. Eu reuniria todos os meus amigos queridos e olharia seus rostos por muito tempo, imprimindo em minha mente as provas exteriores da beleza que existe dentro deles.
Também fixaria os olhos no rosto de um bebê, para poder ter a visão da beleza ansiosa e inocente que precede a consciência individual dos conflitos que a vida apresenta.

Gostaria de ver os livros que já foram lidos para mim e que me revelaram os meandros mais profundos da vida humana. E gostaria de olhar nos olhos fiéis e confiantes de meus cães, o pequeno scottie terrier e o vigoroso dinamarquês.

À tarde daria um longo passeio pela floresta, intoxicando meus olhos com belezas da natureza. E rezaria pela glória de um pôr-do-sol colorido. Creio que nessa noite não conseguiria dormir.

No dia seguinte eu me levantaria ao amanhecer para assistir ao empolgante milagre da noite se transformando em dia. Contemplaria assombrado o magnífico panorama de luz com que o Sol desperta a Terra adormecida.

Esse dia eu dedicaria a uma breve visão do mundo, passado e presente. Como gostaria de ver o desfile do progresso do homem, visitaria os museus. Ali meus olhos, veriam a história condensada da Terra - os animais e as raças dos homens em seu ambiente natural; gigantescas carcaças de dinossauros e mastodontes que vagavam pelo planeta antes da chegada do homem, que, com sua baixa estatura e seu cérebro poderoso, dominaria o reino animal.

Minha parada seguinte seria o Museu de Artes. Conheço bem, pelas minhas mãos, os deuses e as deusas esculpidos da antiga terra do Nilo. Já senti pelo tacto as cópias dos frisos do Paternon e a beleza rítmica do ataque dos guerreiros atenienses. As feições nodosas e barbadas de Homero me são caras, pois também ele conheceu a cegueira.

Assim, nesse meu segundo dia, tentaria sondar a alma do homem por meio de sua arte. Veria então o que conheci pelo tacto. Mais maravilhoso ainda, todo o magnífico mundo da pintura me seria apresentado. Mas eu poderia ter apenas uma impressão superficial. Dizem os pintores que, para se apreciar a arte, real e profundamente, é preciso educar o olhar. É preciso, pela experiência, avaliar o mérito das linhas, da composição, da forma e da cor. Se eu tivesse a visão, ficaria muito feliz por me entregar a um estudo tão fascinante.

À noite de meu segundo dia seria passada no teatro ou no cinema. Como gostaria de ver a figura fascinante de Hamlet ou o tempestuoso Falstaff no colorido cenário elisabetano! Não posso desfrutar da beleza do movimento rítmico senão numa esfera restricta ao toque de minhas mãos. Só posso imaginar vagamente a graça de uma bailarina, como Pavlova, embora conheça algo do prazer do ritmo, pois muitas vezes sinto o compasso da música vibrando através do piso.

Imagino que o movimento cadenciado seja um dos espetáculos mais agradáveis do mundo. Entendi algo sobre isso, deslizando os dedos pelas linhas de um mármore esculpido; se essa graça estática pode ser tão encantadora, deve ser mesmo muito mais forte a emoção de ver a graça em movimento.

Na manhã seguinte, ávida por conhecer novos deleites, novas revelações de beleza, mais uma vez receberia a aurora. Hoje, o terceiro dia, passarei no mundo do trabalho, nos ambientes dos homens que tratam do negócio da vida. A cidade é o meu destino.

Primeiro, paro numa esquina movimentada, apenas olhando para as pessoas, tentando, por sua aparência, entender algo sobre seu dia-a-dia. Vejo sorrisos e fico feliz. Vejo uma séria determinação e me orgulho. Vejo o sofrimento e me compadeço.

Caminhando pela 5ª Avenida, em Nova York, deixo meu olhar vagar, sem se fixar em nenhum objeto em especial, vendo apenas um caleidoscópio fervilhando de cores. Tenho certeza de que o colorido dos vestidos das mulheres movendo-se na multidão deve ser uma cena espetacular, da qual eu nunca me cansaria. Mas talvez, se pudesse enxergar, eu seria como a maioria das mulheres – interessadas demais na moda para dar atenção ao esplendor das cores em meio à massa.

Da 5ª Avenida dou um giro pela cidade – vou aos bairros pobres, às fábricas, aos parques onde as crianças brincam. Viajo pelo mundo visitando os bairros estrangeiros. E meus olhos estão sempre bem abertos tanto para as cenas de felicidade quanto para as de tristeza, de modo que eu possa descobrir como as pessoas vivem e trabalham, e compreendê-las melhor.

Meu terceiro dia de visão está chegando ao fim. Talvez haja muitas atividades a que devesse dedicar as poucas horas restantes, mas aço que na noite desse último dia vou voltar depressa a um teatro e ver uma peça cômica, para poder apreciar as implicações da comédia no espírito humano.

À meia-noite, uma escuridão permanente outra vez se cerraria sobre mim. Claro, nesses três curtos dias eu não teria visto tudo que queria ver. Só quando as trevas descessem de novo é que me daria conta do quanto eu deixei de apreciar.

Talvez este resumo não se adapte ao programa que você faria se soubesse que estava prestes a perder a visão.  Nas sei que, se encarasse esse destino, usaria seus olhos como nunca usara antes. Tudo quanto visse lhe pareceria novo. Seus olhos tocariam e abraçariam cada objeto que surgisse em seu campo visual. Então, finalmente, você veria de verdade, e um novo mundo de beleza se abriria para você.

Eu, que sou cega, posso dar uma sugestão àqueles que vêem: usem seus olhos como se amanhã fossem perder a visão. E o mesmo se aplica aos outros sentidos. Ouça a música das vozes, o canto dos pássaros, os possantes acordes de uma orquestra, como se amanhã fossem ficar surdos. Toquem cada objeto como se amanhã perdessem o tacto. Sintam o perfume das flores, saboreiem cada bocado, como se amanhã não mais sentissem aromas nem gostos.

Usem ao máximo todos os sentidos; goze de todas as facetas do prazer e da beleza que o mundo lhes revela pelos vários meios de contacto fornecidos pela natureza. Mas, de todos os sentidos, estou certa de que a visão deve ser o mais delicioso.

De vez em quando testo meus amigos que enxergam para descobrir o que eles vêem. Há pouco tempo perguntei a uma amiga que voltava de um longo passeio pelo bosque o que ela observara. "Nada de especial", foi à resposta.

Como é possível, pensei, caminhar durante uma hora pelos bosques e não ver nada digno de nota? Eu, que não posso ver, apenas pelo tacto encontro centenas de objetos que me interessam. Sinto a delicada simetria de uma folha.

Passo as mãos pela casca lisa de uma bétula ou pelo tronco áspero de um pinheiro. Na primavera, toco os galhos das árvores na esperança de encontrar um botão, o primeiro sinal da natureza despertando após o sono do inverno. Por vezes, quando tenho muita sorte, pouso suavemente a mão numa arvorezinha e sinto o palpitar feliz de um pássaro cantando.

Às vezes meu coração anseia por ver tudo isso. Se consigo ter tanto prazer com um simples toque, quanta beleza poderia ser revelada pela visão! E imaginei o que mais gostaria de ver se pudesse enxergar, digamos por apenas três dias.

Eu dividiria esse período em três partes. No primeiro dia gostaria de ver as pessoas cuja bondade e companhias fizeram minha vida valer a pena. Não sei o que é olhar dentro do coração de um amigo pelas "janelas da alma", os olhos. Só consigo "ver" as linhas de um rosto por meio das pontas dos dedos. Posso perceber o riso, a tristeza e muitas outras emoções.

Conheço meus amigos pelo que toco em seus rostos. Como deve ser mais fácil e muito mais satisfatório para você, que pode ver, perceber num instante as qualidades essenciais de outra pessoa ao observar as sutilezas de sua expressão, o tremor de um músculo, a agitação das mãos.

Mas será que já lhe ocorreu usar a visão para perscrutar a natureza íntima de um amigo? Será que a maioria de vocês que enxergam não se limita a ver por alto as feições externas de uma fisionomia e se dar por satisfeita?

05/06/2008

Quando as mulheres dominaram o mundo....

Luiz Fernando Veríssimo

"Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031,
sobre como as mulheres dominaram o mundo.

- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente,
para que não notássemos.

- Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos.
Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião.
Parecia brincadeira.

- Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos:
Diretoras de Orçamento, empresárias, Chefes de Gabinete,
Gerentes disso ou daquilo.

- E aí, papai?

- Ah, os homens foram muito ingênuos.
Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio,
eles pensavam que o assunto fosse telenovela... 
Triste engano.
De fato, era a rebelião se expandindo
nos inocentes intervalos comerciais.
"Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes.
"Celulite" eram as células que formavam a organização.
Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".

- E vocês? Não perceberam nada?

- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados.
E o que é pior: continuávamos a ajudá-las quando pediam.
Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras,
abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios
Essas coisas de homem.

- Aí, veio o golpe mundial!?

- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica.
Uma farsa. Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo.
Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né?
A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo,
cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...

- Como era mesmo o nome dele?

- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci...
Desculpe, filho, já faz tanto tempo...

- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...

- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa.
Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam.
A rebelião tinha sido vitoriosa!
Então elas assumiram o poder em todo o planeta.
Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben,
e não Big-Betty,como agora...
Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia?
Dia de desfile de moda não era feriado.
Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora.
Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...

- Pai, conta mais...

- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô Troca-Pneu
como equipamento obrigatório de todos os carros...
A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens
de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...

- TPM???

- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis...
É quando elas ficam irritadíssimas
e o mundo corre perigo de confronto nuclear....

- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...

- Sssshhh!Escutei barulho de carro chegando.
Disfarça e continua picando essas batatas..."

01/06/2008

O amor é único

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem
três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento,
seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer  alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em  cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência...
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
O amor é grande, mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor
que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Texto de Artur da T'avola

Reverência do Destino

"Falar é completamente fácil,
quando se tem palavras em mente
que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas
que estão sendo expostas
pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir
sobre os seus erros,
ou tentar fazer diferente
algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega,
fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas
e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia
e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação
e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência
quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém
que realmente te conhece, te respeita e te entende.
'E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos
com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar,
mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados
pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos,
beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo
como uma corrente elétrica
quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver,
sem ter medo do depois.
Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo,
mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar
ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas
vão te aceitar como você é
e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade,
que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata."

Carlos Drummond de Andrade

Não se deixe abalar...



"Não se deixe abalar pelo fato de um dia
ter demonstrado seus sentimentos
para quem não soube valorizá-los,
o que importa é que você
soube assumí-los sem medo
e essa pessoa um dia vai ver o quanto perdeu;
as vezes construímos pequenos sonhos
em cima de grandes pessoas,
mas com o passar do tempo,
percebemos que grandes mesmo eram os sonhos
e as pessoas pequenas demais para eles..."

31/05/2008

Aprenda a amar



Se alguém lhe bloquear a porta,
não gaste energia com o confronto,
procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
"A água nunca discute com seus obstáculos,

mas os contorna."
Quando alguém o ofender ou o frustrar,
"você" é a água e a pessoa que o feriu

é o obstáculo! Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.

20/05/2008

Profissão: Mãe



Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista e pediram-lhe para mencionar
qual a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
-O que eu quero saber é se tem um trabalho, insistiu o funcionário.
-Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou mãe.
-Nós não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar Dona de casa ou doméstica,
disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente,
dona de um título sonante.
-Qual a sua ocupação? perguntou.
Não sei o que me fez dizer aquilo; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
-Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa, caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como
quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada,
como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
-Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
-Desenvolvo um programa a longo prazo, em laboratório e no campo experimental.
Sou responsável por uma equipe (a minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas.
Trabalho em regime de dedicação exclusiva, o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia
(para não dizer 24...
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário,
se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe -
uma de 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo projeto
(uma bebê de 6 meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante! Pensei na glória da maternidade, com as múltiplicadas responsabilidades
e horas intermináveis de dedicação...
"Mãe, onde está o meu sapato?", "Mãe,ajuda-me a fazer a lição?", "Mãe o bébé não pára de chorar."
"Mãe você vai-me buscar à escola?", "Mãe você compra...?" Mãe... Mãe...
Maternidade... que carreira gloriosa!
Então começei a pensar, se eu era Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relacções Humanas as avós deveriam ser chamadas de Doutoras Séniores em Desenvolvimento Infantil e em Relacções Humanas;
as bisavós em Doutoras Executivas Séniores, as tias em Doutoras Asssistentes e todas as mulheres,
mães, esposas, amigas e companheiras, Doutoras na arte de fazer a vida melhor!
Numa altura em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige sempre maior especialização,
na área profissional... TORNA-TE UMA ESPECIALISTA NA ARTE DE AMAR!

"Não te preocupes por não poderes dar aos teus filhos o melhor de tudo... Dá a eles o teu melhor"

O Preço do Tempo



Imagine que você tem uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de 86.400,00 reais. Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz? Você iria gastar cada centavo é claro!
Todos nós somos clientes deste banco que estou falando.
Ele se chama TEMPO.
Todas as manhãs, é creditado para cada um 86.400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta.
Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na sua saúde, felicidade, família, sucesso, etc...!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.
Para você perceber o valor de UM ANO,
pergunte a um estudante que repetiu de ano.
Para você perceber o valor de UM MÊS,
pergunte a uma mãe que teve seu bébé permaturamente.
Para você perceber o valor de UMA SEMANA,
pergunte a um editor de um jornal semanal.
Para você perceber o valor de UMA HORA,
pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de UM MINUTO,
pergunte a uma pessoa que perdeu o combóio.
Para você perceber o valor de UM SEGUNDO,
pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO DE SEGUNDO,
pergunte a alguém que venceu a medalha de prata numa olímpiada.
Valorize cada momento que você tem!
E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial,
especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
Lembre-se, o tempo não espera por ninguém.
O ontem é história. O amanhã é mistério.
Hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE

Você Sabe Esperar?



Ao chegar em casa, depois de haver assistido a uma ópera, certa senhora abastada notou que sua jóia de alto valor não se encontrava mais presa ao seu vestido. Ficou apreensiva porque recebera do esposo há poucas semanas. Era preciso recuperá-la. Julgando-a perdida no carro, desceu as escadas e foi à garagem.

Abriu o carro, examinou cuidadosamente em cada cantinho, mas nada! O que fazer? Já se fazia tarde e, então, o mais sensato seria deixar para o dia seguinte as novas buscas e providências. Antes de dormir, ainda deu mais uma boa olhadela no quarto de vestir para ver se a encontraria ali. Tudo em vão. Aquela foi uma noite de insônia...

Nas primeiras horas da manhã seguinte, aquela senhora fez uma ligação para o teatro onde estivera na véspera e foi gentilmente atendida pelo gerente a quem contou, com detalhes, o ocorrido. Disse-lhe que estava certa de haver perdido durante o espectáculo da noite anterior, a sua jóia de valor incalculável, um broche de ouro cravejado de brilhantes. Sobretudo, era um presente do marido!

O gerente, demonstrando todo o interesse em colaborar na busca, pediu-lhe que permanecesse na linha, enquanto faria as verificações de praxe. Saiu então à procura do administrador, a quem contou o sucedido indagando em seguida a respeito do possível aparecimento da jóia em meio aos papéis retirados do chão do teatro.

O administrador informou prontamente que a jóia havia sido encontrada e guardada em lugar seguro.
Voltando ao telefone para transmitir a feliz notícia, o gerente constatou que a senhora já havia desligado.
Como não havia revelado o seu nome, endereço ou telefone, foi impossível encontrá-la para lhe entregar a jóia que tanto desejou recuperar.

Quantas pessoas buscam a Deus pedindo alguma coisa de muita importância, mas que não ficam na linha aguardando a resposta. Desanimam depressa demais e vão em busca de outra solução, esquecidas do facto de que Deus algumas vezes demora numa resposta porque o tempo não é oportuno ou porque a vontade não está em perfeita sintonia com a Dele.

Para se conseguir vitórias materiais, intelectuais e, sobretudo, espirituais, é imprescindível que se saiba esperar. A falta de paciência na espera pode levar alguém a precipitações, cujas consequências conduzem a sofrimentos ou prejuízos que poderão acompanhá-la pelo resto da vida.

"Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor" Salmo 40:1

Mulher Maravilha



A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: - Estou cansada e já é tarde, vou-me deitar! Foi à cozinha fazer as sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do congelador para o jantar do dia seguinte. Confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte. Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para o professor do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira. Nessa altura, o Pai disse lá da sala: “Pensei que te tinhas ido deitar”. “Estou a caminho” respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o filho mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e cortou uma unha partida. A essa altura, o Pai desligou a televisão e disse:“Vou-me deitar”. E foi. Sem mais nada.

Notaram aqui alguma coisa de extraordinário? Ainda perguntaram por que é que as mulheres vivem mais... E são tão MARAVILHOSAS PORQUE SÃO MAIS FORTES... FEITAS PARA RESISTIR...

Ah, amigas se se identificaram com esta situação é só pura coincidência...

Além das Aparências



Antonio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho dirigindo num trânsito bastante complicado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha passando de uma faixa para outra e, quando se aproximou do carro de Antonio, fez uma tangente já que precisava atravessar para a outra faixa de rodagem. Naquela hora, a vontade de Antonio foi de insulta-lo e impedir sua passagem,
mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino.
Pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Antonio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranquilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo.
Antonio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até ao médico para agradecer. Qual não foi seu espanto quando percebeu que o médico era aquele senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

"Procure ver as pessoas além das aparências". Imagine que por detrás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma. Pense nisso!

Distância versus Proximidade



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça,
retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas,
seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para
poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte
terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações,
que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso,
não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem,
não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia
em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta"

Sentido Inverso



Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
- Quantos anos tens?!
- Oito ou dez, respondeu Galileu, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais,
como não temos mais as moedas que já gastamos.
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileu Galilei.
Dizemos espantados:
- Como passa o tempo!!
Mas na verdade, somos nós que passamos.
O astrônomo italiano sabia que convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.

AMOR escreve-se com T, E, M, P, O



Quando o João tinha apenas cinco anos, a professora do jardim de infância, pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amassem. João desenhou a sua família. Depois, desenhou um grande círculo, com um lápis vermelho, ao redor das figuras.

Querendo escrever uma palavra por cima do círculo, ele saiu da sua carteira, foi até à mesa da professora e perguntou-lhe: - Professora, como é que se escreve...? Ela não o deixou terminar a pergunta, mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever a interromper mais a aula.

João dobrou o papel e guardou-o no bolso. Quando regressou a casa, lembrou-se do desenho e tirou-o do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi à mochila, pegou num lápis e olhou para o enorme círculo vermelho.

A sua mãe preparava o jantar, indo e vindo do fogão para a bancada e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de o mostrar a ela e perguntou-lhe: - Mãe, como é que se escreve...? - João, não vês que estou ocupada? Vai brincar lá para fora. E não batas com a porta. Ele dobrou o desenho e guardou-o no bolso.

Nessa noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o enorme círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou no lápis. Ele queria acabar o desenho antes de o mostrar ao pai. Alisou bem as dobras, colocou o desenho no chão da sala, perto do sofá onde o pai costumava sentar-se e perguntou-lhe: - Pai, como é que se escreve...? - João, não vês que estou a ler o jornal e que não gosto de ser interrompido? Vai brincar lá para fora e não batas com a porta.

O garoto dobrou o desenho e guardou-o no bolso. No dia seguinte, quando a sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso das calças do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um elástico e dois cromos. Eram os tesouros que ele tinha guardado enquanto brincara fora de casa. Ela nem abriu o papel e atirou tudo para o lixo.

Os anos passaram... Quando João tinha 28 anos, a sua filha de cinco anos, Ana fez um desenho. Era o desenho da sua família. O pai sorriu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse: - Este és tu, pai! A garota também se riu. O pai olhou para o enorme círculo vermelho feito por ela, ao redor das figuras e lentamente, passou os dedos sobre o círculo.

Ana desceu rapidamente do colo do pai e disse-lhe: - Eu já venho!

Quando voltou, trazia um lápis na mão. Voltou a sentar-se nos joelhos do pai, pôs a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou: - Pai, como é que se escreve AMOR? Ele abraçou a filha, pegou-lhe na mãozita e conduziu-a devagar, ajudando-a a escrever as letras, enquanto lhe dizia: - AMOR, querida, AMOR escreve-se com as letras T, E, M, P, O.(TEMPO).

Conjugue o verbo Amar, a toda a hora. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os seus filhos, em especial, o que importa é ter quem os ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere que o seu filho descubra sozinho como se soletra: AMOR, FAMÍLIA, CARINHO ...Por fim, lembre-se: Se você não tiver tempo para amar, invente. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e... o tempo... bom, o tempo é apenas uma questão de escolha.

Apenas um Toque


Se sou seu bebê por favor, me toque.
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a banhar-me, trocar minha fralda e alimentar-me,
mas embale-me estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo.
Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor.

Se sou sua criança, Por favor, me toque.
Ainda que eu resista e até o rejeite, insista,
descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.

Se sou seu adolescente, por favor, me toque.
Não pense que eu, por estar quase crescido,
já não preciso saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos, preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.

Se sou seu filho adulto, por favor, me toque.
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
ainda preciso dos braços de mãe e pai quando me machuco.
Como pai, a visão é diferente eu os estimo mais.

Se sou seu pai idoso, por favor, me toque.
Do jeito que me tocaram quando eu era bem pequeno.
Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força,
e aqueça meu corpo cansado com sua proximidade...
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.

NÃO TENHA MEDO, APENAS ME TOQUE....
Fonte: aqui