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"...há anos, me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

19/12/2009

Biografia



Estou escrevendo minha história
e me vejo atolada em virgulas,
exclamações, interrogações...
Sou por vezes pensamentos ilimitados,
emoções e reações contidas.
Vivo a espera de algo que assim que surge
sinto que não mereço
ou que o tempo certo já se foi.
E a vida passa...
E os momentos acumulados pouco a pouco
como papéis esquecidos numa gaveta
perdem seu "prazo de validade".
Nada arrisco.
Vou apenas adiando alguns capítulos
por tempo indeterminado
ou até que a vida se encarregue
de decidir por mim de me ACORDAR!
Hoje me pus a refletir e decidi
ignorar as coisas mornas,
as coisas definidas como mais ou menos...
Tudo perca de tempo.
Viver tem que ser revolucionário.
O que não me faz mover um músculo,
estremecer, suar, sorrir,
lembrar, chorar, amar,
não merece fazer parte da minha biografia.
Meus sentidos despertaram
e procurei dar a continuidade
que toda biografia exige:
começo(amo os começos),
meio (aqui é que a história acontece)
e fim (antes do fim ainda existem
muitos recomeços ou viro a página
ou parto para o começo)
Então, percebo o quanto
poderia ter evitado.
E o quanto perdi...
Sou assim:
Eu me surpreendo com a vida
e me sinto fragilizada
diante da doença e da morte.
Gosto de dias de sol, pois assim
não tenho que lidar com o frio,
ventanias ou tempestades...
Gosto de café sem açúcar,
é muito mais saboroso...
Gosto do entardecer e do amanhecer...
pelo quadro lindo que se forma no céu.
Passam dias, meses e anos
e eu ainda me espanto com a falta de amor
e ainda não consegui desvendar
porque é tão difícil gostar
e se deixar gostar...
Sei o quanto é difícil recomeçar
por isso não esqueço
que a cada dia as coisas se renovam,
e tudo pode ser diferente...
Gosto de música, cinema, poesia.
Chorei lendo "Um Ano Inesquecível",
de Nicholas Sparks.
Amei assistir "A Vida é Bela,
de Roberto Benigni;
If only (Antes que termine o dia),
de Gil Junger.
Sou meio antiquada, meio moderna
quando se trata de família.
Ver que algumas fases da minha vida
escorreram 'como areia em minhas mãos',
ainda me incomoda.
Trabalho com os meus amigos
e gosto de cada um de um modo diferente,
pois cada um tem a sua identidade
o que o torna especial pra mim.
Tenho a facilidade para sonhar de olhos abertos
Gosto de fantasiar dias perfeitos,
"é bem simplesinho"
mesmo sabendo que muitos destes dias
serão sempre uma fantasia
um sonho bom, mas impossível...
aproveito as emoções que eles trazem
e que me fazem feliz por nada ou quase tudo.
Eu sou alguém que quando a noite encosta a porta
e o sol desperta a cidade ainda tenho
mais perguntas que respostas...

{Elizabeth Nogueira}
Biografia - 19/12/2009