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"...há anos, me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

19/12/2009

Biografia



Estou escrevendo minha história
e me vejo atolada em virgulas,
exclamações, interrogações...
Sou por vezes pensamentos ilimitados,
emoções e reações contidas.
Vivo a espera de algo que assim que surge
sinto que não mereço
ou que o tempo certo já se foi.
E a vida passa...
E os momentos acumulados pouco a pouco
como papéis esquecidos numa gaveta
perdem seu "prazo de validade".
Nada arrisco.
Vou apenas adiando alguns capítulos
por tempo indeterminado
ou até que a vida se encarregue
de decidir por mim de me ACORDAR!
Hoje me pus a refletir e decidi
ignorar as coisas mornas,
as coisas definidas como mais ou menos...
Tudo perca de tempo.
Viver tem que ser revolucionário.
O que não me faz mover um músculo,
estremecer, suar, sorrir,
lembrar, chorar, amar,
não merece fazer parte da minha biografia.
Meus sentidos despertaram
e procurei dar a continuidade
que toda biografia exige:
começo(amo os começos),
meio (aqui é que a história acontece)
e fim (antes do fim ainda existem
muitos recomeços ou viro a página
ou parto para o começo)
Então, percebo o quanto
poderia ter evitado.
E o quanto perdi...
Sou assim:
Eu me surpreendo com a vida
e me sinto fragilizada
diante da doença e da morte.
Gosto de dias de sol, pois assim
não tenho que lidar com o frio,
ventanias ou tempestades...
Gosto de café sem açúcar,
é muito mais saboroso...
Gosto do entardecer e do amanhecer...
pelo quadro lindo que se forma no céu.
Passam dias, meses e anos
e eu ainda me espanto com a falta de amor
e ainda não consegui desvendar
porque é tão difícil gostar
e se deixar gostar...
Sei o quanto é difícil recomeçar
por isso não esqueço
que a cada dia as coisas se renovam,
e tudo pode ser diferente...
Gosto de música, cinema, poesia.
Chorei lendo "Um Ano Inesquecível",
de Nicholas Sparks.
Amei assistir "A Vida é Bela,
de Roberto Benigni;
If only (Antes que termine o dia),
de Gil Junger.
Sou meio antiquada, meio moderna
quando se trata de família.
Ver que algumas fases da minha vida
escorreram 'como areia em minhas mãos',
ainda me incomoda.
Trabalho com os meus amigos
e gosto de cada um de um modo diferente,
pois cada um tem a sua identidade
o que o torna especial pra mim.
Tenho a facilidade para sonhar de olhos abertos
Gosto de fantasiar dias perfeitos,
"é bem simplesinho"
mesmo sabendo que muitos destes dias
serão sempre uma fantasia
um sonho bom, mas impossível...
aproveito as emoções que eles trazem
e que me fazem feliz por nada ou quase tudo.
Eu sou alguém que quando a noite encosta a porta
e o sol desperta a cidade ainda tenho
mais perguntas que respostas...

{Elizabeth Nogueira}
Biografia - 19/12/2009

06/11/2009

Colecionador de Dias


Temos uma compulsão para colecionar. Parece que temos dificuldade de nos desfazer daquelas coisas que fizeram, de alguma forma, parte do sentido que a vida nos teve num determinado momento. Uns têm sótãos cheios; outros, álbuns; outros, a garagem cheia de carros antigos. Vovó sempre dizia: “quem guarda tem”.

Insegurança? Avareza? Espírito empoeirado? Não sei. Depende do papel que essas coisas desempenham em nossas vidas. Elas podem nos tornar avarentos, saudosistas, retrógrados ou sábios.

O salmista nos fala de um colecionador de dias. Pede a Deus que possa relacionar-se com seus dias de tal forma que eles o façam melhor à medida que o tempo passa. Como pode ser isso?

O colecionador de dias pode ser um pródigo néscio: gasta tudo o que tem, sem priorizar importâncias e valores. Acaba trocando o importante pelo urgente. Ele nunca tem tempo para nada e sempre é surpreendido pelo relógio. E o que é pior: no final do ano, descobre que nada fez de importante.

Por outro lado, o colecionador de dias pode ser um sábio, quando conhece cada figurinha de sua coleção, bem como seu valor; quando aprende com as lições de seus dias, não precisando cair de novo no mesmo erro; quando aprende a viver cada dia como se fosse único; quando preza seus dias, mas sem avareza, sendo capaz de gastá-los também em folguedos.

O colecionador de dias é um sábio quando seu álbum não revela muitos espaços vazios ou uma capa cheia de inúteis duplicatas.

Retirado de “Devocionais Para Todas as Estações” (Editora Ultimato, 2005).
Fonte: Aqui

10/09/2009

Pátria, de Pedro Bruno

 

A Pátria - um dos quadros históricos mais famosos do Brasil

"A PÁTRIA" - Quadro a óleo de Pedro Bruno - Acervo do Museu da República, Rio de Janeiro; e ilustra muitos livros escolares.

A riqueza de detalhes e o fiel retrato da época contribuem para a importância da obra. A recente proclamação da República inspirava e orgulhava os cidadãos brasileiros e os levava a sonhar com um futuro glorioso para a sua nação.

A arte apresenta mães trabalhando e cuidando de seus filhos em um ambiente familiar dedicadas à confecção de uma bandeira nacional. Um bebê brinca com uma estrela ainda por ser costurada à bandeira enquanto outra criança abraça carinhosamente parte da bandeira simbolizando carinho e o futuro do país.

Já as mulheres representam as mães que exerciam o trabalho de cuidar dos filhos, da casa e ainda auxiliavam no orçamento doméstico com serviços de costura. A tela retrata uma época em que as mulheres ainda nem sonhavam em trabalhar fora.

Com talento também para a poesia, o próprio artista expressou seu objetivo ao pintar a tela. "Eu quis cantar um hino às mães do Brasil; quis prostrar-me aos pés de todas as mães desta terra, cujo leite fecundo é a seiva divina que, alimentando vidas, cria povos construindo pátrias."

Pintor internacionalmente respeitado, o seu famoso quadro, A Pátria, figura no verso da nota de duzentos mil cruzeiros do antigo dinheiro brasileiro e no cartão telefônico da série Museus emitido pela Telebrás em 1996.

Pedro Bruno - o poeta da cor, das árvores e dos pássaros

Pedro Bruno é um capitulo especial na história dos personagens ilustres da Ilha de Paquetá, pois de todos, foi o seu maior expoente. Em tempo algum, jamais alguém fez tanto bem pelo lugar quanto este eterno benfeitor.

Pedro Paulo Bruno, seu nome completo, nasceu na Ilha de Paquetá a 14 de outubro de 1888. Desde menino (com 7 anos de idade) seu brilhante espírito manifestou interesse pelas artes. Gostava de poesia, música e canto lírico, desenho e pintura, escultura, enfim, tudo que era expressão de belo do gênio humano e da Natureza.

Dotado de uma sensibilidade artística comparável a dos maiores artistas da história universal, Pedro Bruno também tinha um outro dom que o dignificava: a imensa bondade de seu coração.

Amava tanto a Ilha de Paquetá que a ela dedicou todos os dias de sua vida. Fascinavam-no a natureza exuberante do lugar, suas lendas, suas gentes, seus costumes.

Aproveitava todos os momentos para identificar a Mão de Deus quando criou esta Ilha, nos detalhes das flores, no canto dos pássaros, no som das ondas do mar, nas cores da aurora e do crepúsculo, nas matas, nas pedras que circundam a orla paquetaense.

Os pais de Pedro Bruno incentivavam o gênio artístico do filho. Naquela época havia em Paquetá um pintor de nacionalidade italiana cuja maestria na arte de óleo sobre tela o jovem Pedro muito admirava. Castagneto era seu nome.

Aproveitando a oportunidade que diariamente o Pintor comparecia ao bar de propriedade de seus pais, Pedro estabeleceu relacionamento com o Pintor e logo oferecia-se para carregar sua paleta, pincéis e cavalete até o lugar onde Castagneto iria pintar e ali ficava a apreciar a técnica da pintura do artista. Logo foi seu discípulo.

Foi com muita emoção que, certo dia, recebeu de presente de seu pai a sua primeira paleta, um jogo de tintas e pincéis e uma tela em branco. Assim, Bruno e Castagneto enchiam cantis com água fresca, levavam merenda e passavam as manhãs a pintar em algum ponto da Ilha.

Assim foi crescendo Pedro Bruno. Como se tivesse sido tocado pelas Musas, queria dar expansão a todo o potencial da genialidade que lhe ebulia na alma, manifestando habilidade para outras artes. Para ele, Paquetá era um Jardim criado por Deus e sentia em si mesmo a missão divina de conservá-lo, embelezá-lo, protegê-lo.

A questão da Preservação Ambiental era por ele tratada com muito mais profundidade do que jamais alguém o fez.

Era assunto da mais alta prioridade. Abarcava aspectos não somente no âmbito de florestas e animais, mas também de conservar, aprimorar e enaltecer o ambiente intelectual e artístico do povo paquetaense, como um legado às gerações futuras.

Casou-se com D. Maria Helena Vieira Bruno. O casal teve quatro filhos, Magda, Lia, Hélio e Fábio (este último já falecido) que de seu pai herdaram a imensa bondade do coração e o amor pela Ilha de Paquetá.

Pintor internacionalmente respeitado até o dia de hoje - um de seus famosos quadros, PÁTRIA, figura no verso da nota de duzentos mil cruzeiros do antigo dinheiro brasileiro - deixou-nos mais de 146 obras de pintura de óleo sobre tela.

Fontes:

28/08/2009

Como fumar sem ser odiado

 


Sim, você leu certo. Não é um post dando dicas de como parar de fumar. Porque convenhamos, a idéia de parar de fumar é fácil. “Basta” ter força de vontade. Difícil pode ser executar essa idéia, mas isso é outro papo.

Permitido fumar… mas com ressalvas!

A questão é: se você não vai parar de fumar, ao menos pare de ser odiado por isso. Sim! As pessoas lhe odeiam! Elas não dizem, mas lhe odeiam. E você, provavelmente, merece!

Se você acende um cigarro em um ambiente fechado, sem nem procurar um lugar em que incomode menos, você merece ser odiado!

Se você joga bituca de cigarro no chão, você merece ser odiado.

Se você queima alguém com a brasa do cigarro numa balada ou multidão, você merece ser odiado.

Eu te odeio!

Caro fumante, muito provavelmente tudo que você faz e acha normal é motivo pra ser odiado. Merecidamente!

Mas sim, há uma solução para você! Aliás, há duas soluções.

A primeira é óbvia: pare de fumar!

Mas eu sei que você não vai parar só porque eu estou falando, então a outra solução é seguir as regras abaixo.

Regra 1 – Fume longe de mim!

Tá, na verdade a regra 1, em termos menos egocêntricos, seria “Fume longe dos não fumantes“.

Quem não fuma odeia cheiro de cigarro. Aliás, mesmo quem fuma muitas vezes odeia o cheiro do cigarro dos outros.

Mas a questão não é só a de não gostar do cheiro.

Não podemos esquecer que o fumante passivo pode ser vítima de muitos dos malefícios do cigarro sem nem fumar.

“Mas eu sou diretor, sou fodão, uso gravata. Eu posso“.

Tá bom. Você já é odiado o suficiente por ser chefe. Se você ainda acender um cigarro, fazendo uma pose que mostre bem a sua gravata fedendo a cigarro, a rádio peão vai passar a falar (mais) mal de você.

Imagine. O povo trabalhando e você impregna o ar com seu cigarro?

Quer saber, eu já te odeio também! Aliás, o grande mal de muitos chefes é achar que o cargo lhes dá permissão para faltar com o respeito. Mas ao contrário, quanto mais atitudes positivas um chefe tiver, mais a chance de ser respeitado pelos funcionários. E quanto mais respeitado, mais obedecido. Que tal começar a mudança pelo cigarro?

Algumas empresas possuem áreas conhecidas como fumódromos.

Vá fumar lá. Se em sua empresa não existe, proponha a criação de uma área dessas. Fale dos benefícios de se fazer uma pausa no trabalho, ao mesmo tempo em que não tem que sair da empresa pra fumar. Cite o quanto você se importa com os outros. Talvez você não ganhe tantos pontos quanto ganharia se parasse de fumar. Mas vai deixar de ser tão odiado por conta disso.

Procure também fumar ao ar livre. E se estiver em um grupo, resista à vontade de fumar ali, se o grupo não for de fumantes também. Se a necessidade de ceder ao vício for mais forte que você (fracote!), fique a alguns passos de distância do grupo. E sopre sempre a fumaça pro outro lado.

Você fuma longe da gente e nós agradecemos!

Nunca, mas nunca mesmo, fume dentro de veículos, exceto se o veículo for seu.

Nesse caso você faz o que você quiser. Mas se der carona pra alguém, o ingrato vai lhe odiar! Não que caroneiro possa reclamar. Mas vai lhe odiar secretamente, naquele momento.

Você sabe que é um perfeito seguidor da regra 1 quando as pessoas no máximo suspeitam que você é fumante, mas sem nunca tê-lo visto fumar.

Regra 2 – Não jogue bituca de cigarro no chão

Essa é a mais difícil, mas não devia ser. 99,9% dos fumantes não a seguem. E ainda perguntam: “e o que você quer que eu faça, fique carregando a bituca de cigarro até achar onde jogá-la?”

A resposta é: Isso é problema seu! Sério.

Você fuma, eu como demais, fulano bebe. Ninguém tem nada com a vida de ninguém. Mas todo mundo precisa assumir as consequências e as responsabilidades de seus atos.

Jogue a bituca no lugar certo, mané!

Bituca de cigarro entope bueiros, polui praias e fica anos na natureza até ser decomposta. Imagine quantas bitucas de cigarro são jogadas na rua todos os dias. Junto com outros lixos, a bituca que você jogou ajudou a causar aquela inundação naquela rua depois daquela chuva. Sim, aquela vez que você botou a culpa exclusivamente na prefeitura da sua cidade. Ou em São Pedro.

E qual o porco que jogaria uma bituca de cigarro no chão da própria casa? Você não faz isso porque a casa é sua, certo? Mas a rua também é sua!

Bitucas podem ser recicladas, num método criado pela UnB. Então o que você tem que fazer é jogar lixo no lixo, como sempre. Sim, você provavelmente vai ter que andar com a bituca apagada na mão até achar a lixeira mais próxima. Mas é sua obrigação como cidadão fumante.

Ah, sim. Por favor, apague a bituca antes de jogar no lixo. Você não quer causar um incêndio, certo?

Se quiser mais sugestões (um pouco mais diretas que as minhas, se é que você me entende) de como fazer para fumar sem ser mal-educado, leia “É a má educação que leva ao tabagismo ou o tabagismo que causa má educação?”

Regra 3 – Cuidado com seu cigarro

Agora você é um fumante consciente, que não joga bitucas no chão e evita fumar onde for incomodar outras pessoas. Parabéns!

Mas há lugares em que é meio que ‘liberado’ o uso do cigarro. Baladas, por exemplo. Não é uma coisa muito legal, você sai pra dançar e volta fedendo. Mesmo nesses lugares seria legal se existisse um canto pro povo ir fumar. Mas enfim, se você vai fumar numa boate, cuide pra não queimar ninguém. Você pode acabar queimando também o seu filme.

Proteja o seu cigarro com a mão. Faça uma concha voltada pra você, e o cigarro no meio dessa concha. Problema resolvido. Bom, cuidado para não se queimar também, é claro. Mas ao menos desse jeito o prejudicado é você, que ao mesmo tempo é o culpado.

Regra 4 – Cuidado com os maus cheiros

Se você fuma, suas chances com uma pessoa não fumante são reduzidas drasticamente. A ideia de beijar um cinzeiro não é agradável. Aliás, até suas chances com uma pessoa fumante caem. Mas não é só com o mau-hálito que você deve se preocupar.

Há produtos para desodorizar ambientes que têm ação contra o cheiro do cigarro. Use no seu quarto, em sua casa. Há também produtos específicos para seu carro e até para suas roupas!

É! Não esqueça das suas roupas. Tem gente que, antes de uma longa viagem, fuma dentro de algum cubículo, como um banheiro, na tentativa de saciar seu desejo por nicotina e suportar um longo tempo sem fumar. Mas coitado de quem fica do lado dessa pessoa na viagem!

“Sua roupa tá fedendo”!

Tome cuidado com os odores que o cigarro deixa em você. Se possível, lave a mão depois de fumar. Procure ambientes mais abertos (regra 1). Procure novas formas de manter sua roupa cheirosa (ou pelo menos não-fedida).

Você nem sente, mas a pessoa do seu lado lhe odeia por causa do seu cheiro de cinzeiro...

Siga essas recomendações e você atingirá o objetivo de fumar sem ser odiado. Mas ainda estará sujeito a câncer de pulmão.

Sou anti tabagista confessa


29 de agosto Dia do Combate ao Fumo. Uma campanha ainda discreta. Afinal o grupo de não-fumantes ou seria de fumantes passivos há muito tempo se acostumou a deixar que a fumaça alheia envenene os seus pulmões sem nada dizer. Atitude compreensível já que qualquer manifestação de desagrado deste grupo em relação ao grupo fumador é severamente castigada com um olhar de desprezo que habitualmente se reserva para os grupos radicais e fanáticos. Sim, porque quem fuma acredita que a má educação não é fumar junto de quem optou por não fumar. Má educação é não querer que os outros exerçam o seu direito de fumar perto de você (parece incoerente mas é assim que as coisas são). =(


Sou antitabagista confessa. Não odeio quem fuma. Tenho parentes e amigos que fumam e obviamente o cigarro não mensura o caráter de ninguém e não diminui o respeito que estes merecem. Só não gosto que fumem perto de mim. Tenho meio que uma aversão sobrenatural ao fumo. E sempre que adoeço vou eliminando possíveis causas; e, depois paranoia: sempre acabo acreditando que ser fumante passiva está me matando.

As grande maioria dos tabagistas perderam o senso crítico e fumam perto de quem não fuma, especialmente em lugar fechado e não estão nem aí se incomoda ou não. Tipo eu os incomodados que se retirem. Em outras palavras, como se fosse pouco um fumante cometer suicídio a crediário, existe também a questão do fumante passivo, ou seja, aquele que escolheu não fumar pode morrer pelo mal do cigarro fumado por quem está do seu lado.

Neste contexto, surge a Lei Antifumo que proibi fumar em recintos fechados e de uso público. A lei é lamentável sim. Mas é lamentável porque um assunto tão sério teve que virar lei para o fumante ligar o desconfiômetro e concluir que alimentar o seu vício perto de alguém, lhe causa um mal igual ou maior que a si próprio. A lei se faz necessária muito embora ela não produza efeito nos lares onde filhos, maridos ou esposas estão expostos continuamente praticamente submetidos à uma morte lenta e compulsória. No local de trabalho então, é uma tortura.

Bom, e se os chiliques pela aplicação da lei ainda persistirem, vale lembrar que o fumante passivo é considerado hoje a 3ª maior causa de morte evitável no mundo segundo o INCA. Morte evitável se ninguém fumar por perto, claro.


27/08/2009

Agenda da Beth

Procura-se um amigo para gostar dos mesmos gostos,
que se comova, quando chamado de amigo.
Que saiba conversar de coisas simples, de orvalhos,
de grandes chuvas e das recordações de infância.
Precisa-se de um amigo para não se enlouquecer,
para contar o que se viu de belo e triste durante o dia,
dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.
Deve gostar de ruas desertas, de poças de água
e de caminhos molhados, de beira de estrada,
de mato depois da chuva, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver,
não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.
Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.
Para não se viver debruçado no passado
em busca de memórias perdidas.
Que nos bata nos ombros sorrindo ou chorando,
mas que nos chame de amigo,
para ter-se a consciência de que ainda se vive.

Vinícius de Moraes

06/08/2009

Ando devagar...



Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso, porque já chorei demais
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei
Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maçãs,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.
Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente
como um velho boiadeiro levando a boiada,
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
de estrada eu sou
Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
Um dia a gente chega, no outro vai embora
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz
Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorriso porque já chorei demais
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si carrega o dom de ser capaz,
e ser feliz.

Almir Sater

29/07/2009

Eu sei, mas não devia

Postei o assunto de ontem aqui no meu blog, sem saber ao certo o que o dia me reservara... e isso foi às 11h40.



Às 08h eu fui ao hospital devido uma gripe muito forte nestas últimas duas semanas. Eu estava lá me sentindo muito incomodada (quando eu vou lá é inevitável sempre me lembro entrando e saindo daquele lugar levando a minha Dany no colo pela última vez), a dor no meu peito era tão grande, senti de novo aquele aperto, uma sensação esquisita, como se naquele momento eu não pertencesse àquele lugar. Não me sentia assim há meses... Enquanto aguardava comecei a pensar o quanto meus filhos são tudo pra mim...

\0/ \0/
E de um modo estranho parece que eu sabia.
Minha filha (+ velha) foi embora sem falar tchau... (Por que a gente se importa quando isso ocorre com certas pessoas?)...Ela partiu, saiu de casa sem dizer nada (e olha que, tirando os problemas, vivíamos felizes a 20 anos). Lembrei-me das poucas brigas, de algumas cobranças, alguns maus entendidos. Nada a comparar com a amizade, o afeto, a cumplicidade. Se uma saía a outra logo acompanhava ou era avisada.... Temos gostos semelhantes. Somos imprevisivas.

Eu vivia criando motivos para presenteá-la mesmo sem motivos festivos ou mesmo quando ela nada me pedia. Ficava satisfeita em vê-la feliz com os seus presentes. Eu amo a minha filha.

Eu não me conformo. Eu a criei, e a conhecia quase perfeitamente, previa seus atos e a via além de sua superfície, aturava suas reclamações, criava histórias e a fazia ver o mundo de um outro ponto de vista, aquele além do comum. E ela partiu deixando pistas e palavras com duplo sentido, um bilhete falando que ia "ali" mais logo estaria de volta, tantas mentiras... Seriam estas, assim tão necessárias? Talvez eu fizesse pior. Me escondesse, fugisse ou ainda conseguisse engolir a mentira e ignorá-la, vivendo normalmente, enquanto um outro sofresse por minha exclusiva culpa. Tudo é tão simples quando se corta as raízes... Quando se apaga da memória o incômodo e vira as costas pra coisas difíceis de alcançar. Perdi algumas esperanças, meus poucos sonhos, inúmeros projetos. Meu idealismo está dentro do poço. Análise: Eu me conformo tão prontamente, aceito o outro, mesmo esse transbordando egoísmo e covardia, supero com uma facilidade hilária e assustadora; beira a conformismo mas na verdade é resignação.

Minha menina inconstante... Chora a toa, ri de bobagens, reclama frequentemente, é decidida. Ela pensa, fala, lê, escreve, e questiona apenas quando tem vontade. Não gosta de expor suas idéias em vão, não propaga seus sonhos e projetos de vida a quem não merece. Parece que cansou das pessoas, da rotina, da alienação, e quis fazer suas próprias regras. Eu ainda estou decifrando suas emoções, atitudes, reações... eu admiro muito do que há nela, mas confesso: ela tem manias irritantes, como falar alto e tão rápido que é raro quem a acompanhe. Roe as unhas. Tem forte atraçao pelo outro lado da história. Demonstra admiração por sonhos subjetivos, personalidades esféricas e difíceis de decifrar. Admira as pessoas que cuidam de si mesma, sem que alguem a prenda na famosa bolha. Puxou a mim na mania de tomar café mil vezes ao dia... O perfil dela no Orkut é "revelador", vejamos:

Definição Subjetiva
Em primeiro lugar amo tudo o q me faz bem.
Gosto de ficar em casa, mas tbém gosto de sair.
As vezes prefiro ficar sozinha, mas tbem gosto de estar entre amigos.
Tem hr que preciso estar em silêncio, mas em outras falar se faz necessário.
Vou com prazer a um lugarzinho mais calmo, mas não rejeitaria uma festa.
Sou caseira as vzs meio cine pipoca, outras internauta, mas isso ñ significa q eu ñ tenha amor pelo mundo q há lá fora...
Tenho o riso completamente solto.
Adoro rir, sorrir e todas as derivações existentes disso.
Gosto de conversas longas, mas odeio a "busca" por assuntos.
Gosto da madrugada, mas isto ñ significa q eu ñ goste de dormir.
Amo pessoas divertidas, mas tbém gosto das sérias!
Sou passional, (defeito, confesso).
Já sofri por assuntos inacabados mas tbém aprendi a dar o próximo passo e ñ olhar pra trás.
Ciúmes, cobranças, suposições, busca por mensagens subliminares, me fazem desencanar rapidinho.
Ñ sou ciumenta, mas já fui em algumas situações.
Desculpo, me desculpo, mas ñ acredito no “voltar a ser o q era antes”, acho utopia.
Odeio falta de respeito e falsidade.
Sou insegura, mas tbém posso ser decidida.
Gosto da faculdade e o estudar a distância, mas ela ñ me completa, sinto falta das conversas do tempo do colégio e do "mudar de ambiente".
Sonho em alcançar êxito profissionalmente, mas na vdd gostaria de me realizar em todos os âmbitos.
Gosto das exatas, e como gosto, mas ñ sou tão racional qnto elas, me mostro tão "mutável" qnto às humanas.
Gosto de opiniões, mas ñ aceito mto bem as críticas.
Sou dedicada ao q faço, mas tbém sou impaciente resultado disso são os inúmeros livros lidos pela metade .
Amo salto alto, mas prefiro uma boa rasteirinha.
Adoro viajar, mas ñ gosto de ficar mto tempo longe.
Gosto do calor, mas se ñ fossem todas aquelas blusas eu ñ dispensaria um friozinho.
Sou mto mais emocional do q racional, mas isso ñ qr dizer q eu sj imprudente.
Tento ser o mais justa possível, o q ñ qr dizer q eu ñ cometa injustiças.
Qro muitas coisas ao mesmo tempo e as vzs ñ qro nd.

Quem eu sou, afinal?
Algm q chora, mas q tbém ri.
Q brinca, mas q tbém fala sério...

A verdade é que cada um é um pouco de tudo o q existe no universo.
E eu não seria diferente.
Sou um pouco de cada coisa, o q me deixa longe do previsível.


\0/ Ufa!
Fui la me despedir dela como se devia. Por mim. Eu a encontrei divertindo-se com a correria, com os compromissos, com a cobrança, com o sossego, com o sabor de criar surpresas, simplesmente pela expectativa do resultado, da consequência, pelo vislumbre da possível expressão alheia. Um dia um namorado dela, dos tempos da adolescência, escreveu em uma cartinha: "Acho incrível esta tua capacidade de ser tão confusa". É ela é espontânea, cética, compulsiva, ansiosa, séria, alegre, falante, segura, insensível, sonhadora, racional, hiperativa, impulsiva e confusa a maior parte do tempo...

Eu não queria fazer público do vazio que me consome, mas não tenho forças e não sei como calar e é desta forma escrevendo que eu me despeço dela, com todo o meu carinho e a, grandeza do meu amor. Eu sou, como VOCÊ dizia: MÃE - e por isso a perda ficou desse tamanho.

O que sera que ela ganhou com isso? Seria o apoio daqueles que nao aceitavam o seu jeito de ser? O amor daqueles que nao te conheciam de verdade? ou a rotina da qual sempre fugiu? ou a vida que sempre quis?

Eu sei, mas não devia
Marina Colasanti

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

28/07/2009

Não Vou Me Adaptar

Eu hoje me senti assim... bem como a música Não Vou Me Adaptar de composição de Arnaldo Antunes. Com sutis interferências e adaptações a minha condição feminina. Deus me deu três filhos, mas levou a minha caçula a Danielly (2005)... me restando a minha filha mais velha e meu filho do meio, os dois hoje são maiores de idade. Sei que a cada dia se aproxima mais o dia deles abandonarem o ninho, mas sinto meu ser gritando, e tenho certeza que não vou me adaptar...



Não Vou Me Adaptar
Titãs - Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais
Nas roupas que eu cabia
Eu não encho mais
A casa de alegria
Os anos se passaram
Enquanto eu dormia
E quem eu queria bem
Me esquecia...

Será que eu falei
O que ninguém ouvia?
Será que eu escutei
O que ninguém dizia?
Eu não vou me adaptar
Me adaptar...

***Tive que pedir socorro a Deus e terminei cantando Quem Sou Eu? do PG...

Quem Sou Eu?
PG
Composição: Mark Hall / VERSAO: PG

Quem sou eu?
Pra que o Deus de toda terra
Se preocupe com meu nome
Se preocupe com minha dor

Quem sou eu?
Pra que a Estrela da manhã
Ilumine o caminho
Deste duro coração

Não apenas por quem sou
Mas porque Tu és fiel
Nem por tudo o que eu faça
Mas por tudo o que Tu és

Eu sou como um vento passageiro
Que aparece e vai embora
Como onda no oceano
Assim como o vapor

E ainda escutas quando eu chamo
Me sustentas quando eu clamo
Me dizendo quem eu sou

Eu sou teu
Eu sou teu

Quem sou eu?
Pra ser visto com amor
Mesmo em meio ao pecado
Tu me fazes levantar

Quem sou eu?
Pra que a voz que acalma o mar
E acaba com a tormenta
Que se faz dentro de mim

Jesus eu sou teu
Eu dependo de Ti
Me abraça Senhor
A quem temerei?
A quem temerei?
Se eu sou teu
Eu sou teu...

16/07/2009

Creio na ressurreição


No dia de Finados vou ao cemitério como sinal de amor e consideração pelos que um dia estiveram comigo, porém já partiram, levo flores para colocar sobre o túmulo da minha filha. Com este gesto, afirmo a fé e a esperança na ressurreição da vida. Flor é vida. Ao colocar flores sobre o túmulo estou afirmando que a morte não é o fim. Em Cristo, há vida eterna! Creio na ressurreição!

"Saudade não quer dizer apenas que estamos longe, mas que um dia estivemos perto"; pois "a dor de te-los perdido, não deve fazer-me esquecer a alegria de tê-los um dia ao meu lado e a esperança de um dia reencontrá-los".

Esses dois pensamentos me lembra de que se perdi alguém é porque um dia o tive comigo. E muitos não tiveram essa felicidade. Por isso, não devo sentir só a dor da perda, mas devo ser agradecida pelos dias em que eu tive quem eu perdi.

A Mãe que Perdeu o Filho


Você conhece uma mãe que perdeu um filho, então...
Abrace-a, um abraço apertado, gostoso...
Se você fizer um bolo, leve um pedaço pra ela;
um bolo nunca mais terá gosto de festa,
mas pode ter gostinho de amizade.
Deixe que ela fale sobre seu filho;
vivo ou morto é o filho dela...
ela tem saudade, ela tem lembranças;
ela tem que viver.
Sobra tão pouco pra uma mãe que perdeu um filho,
independente de quantos ela tenha,
que um simples sorriso pode iluminar seu dia.

Você sabe o que é solidão?
Não! Então, lembre-se dela.
Não diga o que ela tem que fazer,
ela não tem fazer mais nada...
e jamais diga: esqueça, já passou,
ou: vc tem seguir sua vida;
apenas ouça o que ela tem a dizer;
faça-lhe companhia.
Se você conhece uma mãe que perdeu seu filho,
abrace o seu.
Não tenha medo de dizer: te amo;
eu sei, adolescente é chato,
mas ele vai gostar de ouvir.
Já é adulto! Não tem importância, diga-lhe: estou aqui.

Enxugando as Lágrimas



Por mais que se diga que a morte faz parte do ciclo da vida,
sempre temos a impressão de que ela chega cedo demais,
surpreendendo nossos sentimentos e atitudes, nossa vida toda.

Por mais que se diga que a morte não mata o amor,
quando a separação física acontece e sem a possibilidade de retorno,
nossa sensibilidade estremece e precisamos da ajuda dos amigos.

Por mais que se diga que a alma é imortal e a vida continua,
quando temos que devolver ao Céu uma pessoa querida,
nossos sentimentos tão humanos afloram confusos em variadas gamas.

Acreditamos, sim, na vida eterna e que Deus é Pai
e nós somos filhos amados...
mas precisamos de um tempo para nos adaptarmos a esta nova fase da vida,
sem aquela pessoa querida que nos deixou bens genéticos, espirituais,
culturais e materiais. Desejamos, então q a saudade, a tristeza e a insegurança
sejam apenas o paciente prenúncio de um revigorar na fé,
na compreensão da vida, da esperança e do amor!

Pedaço de Mim


As perdas costumam ser nomeadas para que possam ser minimamente suportáveis. Ao perder uma mulher, alguém passa a ser viúvo; aquele que perde os pais, órfãos; os que chegam a se separar, divorciados; mas as mães que perdem seus filhos não encontram sequer algo para nomeá-las...

Pacientes que sofrem algum tipo de mutilação, sofrem da tal da dor fantasma, uma dor que acomete os pacientes que perderam um membro. O membro perdido, seja uma perna, enfim, não está mais no corpo, porém, o "membro fantasma" lateja, coça, aquece, esfria, dói, enfim a dor é viva presente embora o membro esteja ausente, morto...

Penso que a dor da perda de um filho é próxima dessa, vivido por esses pacientes sofridos. Ora, estamos falando de um membro do corpo, que dirá de um filho saído de nossas entranhas que como diz o poeta Chico Buarque: "Oh, pedaço de mim, oh, pedaço amputado de mim". É uma mutilação.

Experiência é tudo!



Na sala de aula, o professor explicava a teoria da evolução aos alunos.
Ele perguntou a um dos estudantes:
- Tomás, vês a árvore lá fora?
- Sim.
- Vês a grama?
- Sim.
Então o professor mandou Tomás sair da sala e lhe disse para olhar pra cima e ver se ele enxergava o céu. Tomás entrou e disse:
- Sim, eu vejo o céu.
- Vês a Deus? Perguntou o professor.
O menino respondeu que não.
O professor, olhando para os demais alunos disse:- É disso que eu estou falando! Tomás não pode ver a Deus, porque Deus não está ali! Concluímos então que Deus não existe.
Nesse momento Pedrinho se levantou e pediu permissão ao professor para fazer mais algumas perguntas a Tomás.
- Tomás, vês a grama lá fora?
- Sim.
- As árvores?
- Sim.
- O céu?
- Sim.
- O professor?
- Sim.
- Vês o cérebro dele?
- Não - disse Tomás.
Pedrinho então, dirigindo-se aos outros alunos, disse:
- Colegas, de acordo com o que aprendemos hoje, concluímos então que o professor não tem cérebro.
VALEU!

Para Aquecer o Coração


"ηα∂α ļнє ρσѕѕσ ∂αя qυє נá ηãσ єχιѕтαм єм νσ¢ê мєѕмσ.
ηãσ ρσѕѕσ αвяιя-ļнє συтяσ мυη∂σ ∂є ιмαgєηѕ,αļéм
∂αqυєļє qυє нá єм ѕυα ρяóρяια αļмα.
ηα∂α ļнє ρσѕѕσ ∂αя α ηãσ ѕєя α σρσятυηι∂α∂є,
σ ιмρυļѕσ, α ¢нανє.
єυ σ αנυ∂αяєι α тσяηαя νιѕíνєļ σ ѕєυ ρяóρяισ мυη∂σ,
є ιѕѕσ é тυ∂σ".
(нєямαηη нєѕѕє)

O Magnetismo das Palavras


"Se disseres que me amas, acreditarei,
mas se escreveres que me amas, acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela, sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei,
mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.”
E assim são as palavras escritas; possuem um magnetismo especial,
libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos cruzar mares,
saltar montanhas, atravessar desertos, intocáveis.
Muitas vezes perde-se o autor, mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão,
aproxime se, recupere o tempo perdido, alegre alguém, dê um bom dia,
faça um carinho especial.
Use-a a todo instante, de todas as maneiras, a sua força é imensurável.
Não esqueça de q, quem escreve, constrói um castelo,
e quem lê, passa a habitá-lo.

**Silvana Duboc**

Recordar é Viver


Cativar é Preciso



Cada um tem de mim exatamente o que cativou,
e cada um é responsável pelo que cativou,
não suporto falsidade e mentira,
a verdade pode machucar,
mas é sempre mais digna.
Bom mesmo é ir a luta com determinação,
abraçar a vida e viver com paixão.
Perder com classe e vencer com ousadia,
pois o triunfo pertence a quem mais se atreve
e a vida é muito para ser insignificante.
Eu faço e abuso da felicidade
e não desisto dos meus sonhos.
O mundo está nas mãos daqueles
que tem coragem de sonhar e correr
o risco de viver seus sonhos!!!

Charles Chaplin

Vida



"É melhor tentar e falhar,
Que preocupar-se e ver a vida passar.
É melhor tentar ainda em vão,
que sentar-se fazendo nada até o final.
Eu prefiro na chuva caminhar,
que em dias tristes em casa me esconder.
Prefiro ser feliz, embora louco,
que em conformidade, viver."
Martin Luther King

Um beijo para você!

Quero Incondicionalmente


“Quero que me ouça sem me julgar.
Que me aconselhe sem opinar.
Quero que confie em mim sem me exigir.
Que me ajude sem tentar decidir por mim.
Quero que cuide de mim sem me anular.
Que me abrace sem me asfixiar.
Quero que me veja sem se projetar em mim.
Que me anime sem me empurrar.
Quero que eu possa contar contigo,
Como você pode contar comigo...
Incondicionalmente...”

Um Brinde a Amizade



Queria fazer aqui um brinde a amizade,
um brinde aos amigos
Amigos existem de vários tipos
Os que nós só vemos qando visitamos
os parentes no interior ou exterior.
Os que procuramos qando queremos desabafar
os da Internet, os que sabem dos nossos segredos
os que nos contam segredos, os que ficamos horas a conversar
e a amizade acomoda-se num cantinho especial em nós
lá no fundinho do coração, de onde é quase impossível sair
E que bom que seja assim
Assim ela alimenta-se, cresce e dá frutos
E os frutos da amizade são sempre saborosos,
com gostinho de quero mais
E quem tem um amigo tem tudo.
Tem a quem pedir ajuda a quem recorrer
quando já não se sabe mais para onde ir
a quem ligar e chorar, quando tem problemas
tem para quem contar uma história
tem para quem reclamar da vida
mesmo sem ter motivo
Um brinde aos que se foram,
e deixaram saudades
Um brinde aos que virão.
Sejam bem vindos!