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"...há anos, me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

16/05/2011

Encontro Marcado com Fernando Sabino

 


Filho de Fernando Sabino lança projeto de memorial em homenagem ao escritor - Há 70 anos, o escritor Fernando Sabino (1923-2004), então com 18 anos, lançava seu primeiro livro, o volume de contos Os grilos não cantam mais. O escritor, que depois daria à literatura brasileira uma de suas obras-primas, O encontro marcado (1956), já demonstrava em seu primeiro trabalho as marcas do estilo e da visão de mundo que desenvolveria durante a vida. Foi cronista que ajudou a fixar o gênero, estilista da simplicidade, artista capaz de tratar os grandes dilemas humanos, da psicologia, da religião e da política, com palavras comuns e impressionante correção ética.

No fim da vida, amargurado com a incompreensão da crítica ideológica a seu livro Zélia, uma paixão, o homem solar deu lugar a um ser recluso e melancólico. Seus últimos anos foram dedicados a recolher suas memórias e recuperar a inocência da infância, que acreditava ser seu destino. Com essa inspiração, e para facilitar a ponte do escritor com as crianças, Bernardo Sabino tem levado a obra do pai às escolas públicas de Minas Gerais e São Paulo. Seu desejo é incentivar a leitura e manter viva a memória do escritor. Das centenas de trabalhos gerados pelo projeto surgiu a ideia de criar um memorial, que será construído em Macacos, na região de Nova Lima.

É uma historia do meu pai que aconteceu de verdade. Ele estava adiantado para uma reunião e foi fazer hora tomando um café no barzinho. Entrou o casal com a filhinha, todos enfeitados. Pediram uma Coca-Cola média e um bolinho. Colocaram a velinha e cantaram parabéns. Meu pai chorou.” É assim que Bernardo Sabino fala sobre “A última crônica”, obra de seu pai considerada uma das 100 melhores crônicas brasileiras, de acordo com a antologia organizada por Joaquim Ferreira dos Santos.

A narrativa, além de delicada, vive na memória do leitor, mais especificamente dos alunos da rede municipal de ensino do interior de Minas Gerais. Eles fazem parte do público do projeto Encontro Marcado com Fernando Sabino. Idealizado por Bernardo, o programa realiza trabalho social e cultural. “Social porque leva a cada cidade por onde passa uma exposição sobre Fernando Sabino. Cultural, já que os estudantes, além do acesso à obra do escritor, são convidados a realizar trabalhos artísticos com base nos escritos de Sabino”, explica Bernardo Sabino. São quadros, desenhos, grafites, crônicas e até apresentações de teatro, tudo produzido pelas próprias crianças. Sem falar na defesa da memória da obra do escritor mineiro, autor de clássicos como O encontro marcado e O grande mentecapto.

O projeto se propõe não só a divulgar esse tipo de ação na cidade, como fazer com que as crianças percebam que a leitura é fundamental para se produzir outra forma de arte”, conta Bernardo. Até 1º de junho, o programa estará presente no Sesc/Laces de Santa Luzia, na Avenida Brasília, 3.505, no Bairro São Benedito. Para o entusiasmado coordenador, trata-se de um exemplo de convivência e respeito: crianças e adolescentes descobrem novas habilidades e os professores aprendem sempre algo novo.


Encontro Marcado com Fernando Sabino é realizado em três etapas. Na primeira, secretários municipais de educação e cultura são apresentados ao projeto e seu plano pedagógico. O segundo passo é instruir as escolas sobre como oferecer material de Fernando Sabino aos alunos. Para que a cidade não tenha custos e possa oferecer acesso à obra a todos os alunos, são enviadas 18 crônicas digitalizadas e 25 filmes, todos licenciados. “Uma coisa é uma empresa querer ganhar dinheiro em cima, outra é divulgar em sala de aula. Por isso eu licencio direitos autorais para uso dos professores”, justifica Bernardo.

Entre as crônicas enviadas, as preferidas dos alunos são “Meu melhor amigo”, “Galinha ao molho pardo”, “Macacos me mordam” e “A última crônica”. Na última etapa, tudo o que foi produzido pelos alunos, além de servir como método de avaliação pelas escolas, passa a fazer parte do acervo do projeto e participar de exposições.

Encontro Marcado com Fernando Sabino foi pensado como atividade comemorativa dos 50 anos de publicação do clássico, em 2006. A primeira atividade foi realizada em Belo Horizonte, no Palácio das Artes, que recebeu exposição sobre e obra do escritor. A partir daí, a mostra se tornou itinerante e evoluiu ganhando perfil pedagógico.

Além das escolas, o projeto integra a programação de feiras literárias. Para o coordenador, os números são significativos. Cerca de 600 escolas públicas já participaram do projeto, além de 30 escolas particulares e 10 universidades. Foram produzidos mais de 1,5 mil trabalhos de artes plásticas e mais de 50 encenações, entre peças de teatro, espetáculos de dança e apresentação de esquetes, vistos por 100 mil pessoas.


Memorial
O que é feito com todo esse material produzido pelos alunos? Ele está bem guardado. E o plano, em breve, é expor tudo num memorial, que será construído em homenagem a Fernando Sabino. Morador de São Sebastião das Águas Claras, conhecida como Macacos, distrito de Nova Lima, Bernardo acaba de alugar um galpão na cidade. “Vamos restaurar o espaço e expor os trabalhos dos meninos aqui. O projeto é longo e, aos poucos, vamos transformar esse local num centro de referência do meu pai”, adianta.

Além das obras produzidas pelos alunos, o espaço deverá receber escritório, área de estudos, oficinas e tenda para eventos. “Macacos dá um glamour. É bacana haver um memorial do meu pai num lugar assim. A ideia é também fazer daqui uma referência turística, com outras atrações além de bares, restaurantes e cachoeiras”, propõe o coordenador.

Bernardo revela que tem muitas gravações da voz do pai e uma importante coleção de fotos, que pretende expor no memorial. Mas, antes de instalar o equipamento, a equipe quer prestar outro serviço à comunidade: “Vamos fazer uma oficina para restaurar trabalhos das crianças, peças da exposição e qualificar artesãos da cidade para trabalharem com arte”, conta Tarcísio Ribeiro, diretor artístico da exposição.

Infância
Para honrar o desejo do pai, Bernardo se prepara para uma mudança no projeto: sai o Encontro marcado e entra O menino no espelho. “Em vez do trem que hoje faz parte das exposições, vamos criar labirintos de espelho, projetar palavras em vidros. A ideia é chamar o circuito de Reflexos e reflexões de Fernando Sabino”, conta Bernardo. Ele faz questão de lembrar que tudo é feito em acordo com os irmãos, incluindo o mais velho, Pedro, responsável pelos direitos autorais, e a cantora Verônica Sabino, que eventualmente participa do projeto.

Quero resgatar a infância, como está na lápide do meu pai. Ele achava que o mundo seria melhor se as pessoas resgatassem a infância e a inocência. Acho que a gente, espontaneamente, acabou indo para esse caminho. Não sei se tem a mão dele”, afirma Bernardo. Além do novo tema e decoração, está prevista a utilização de computação gráfica e elementos multimídia. E vem surpresa por aí: O grande mentecapto pode inspirar ópera com música de Wagner Tiso, que se mostrou interessado no tema.

Fernando Tavares Sabino (Belo Horizonte, 12 de outubro de 1923 — Rio de Janeiro, 11 de outubro de 2004) foi um escritor e jornalista brasileiro. Durante a adolescência, foi locutor de programa de rádio Pila No Ar e começou a colaborar regularmente com artigos, crônicas e contos em revistas da cidade, conquistando prêmios em concursos

Faleceu em sua casa em Ipanema (zona sul no Rio de Janeiro), vítima de T.A.F no fígado, às vésperas do 81º aniversário. A pedido, o epitáfio é o seguinte: "Aqui jazz Fernando Sabino, que nasceu homem e morreu menino!"

ENCONTRO MARCADO COM FERNANDO SABINO POR MINAS GERAIS
Sesc/Laces, Avenida Brasília, 3.505, São Benedito, Santa Luzia. Até 1º de junho, de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, e aos sábados e domingos, das 9h às 16h. Entrada franca. Informações: (31) 3637-2336.

FONTE

01/05/2011

Operário em Construção

 

O poema “O operário em construção” escrito por Vinícius de Moraes em 1956, e descreve o trabalho como base da vida humana e o processo de tomada de consciência de valor de um operário, partindo de uma situação de completa alienação: “tudo desconhecia/ de sua grande missão”, sem saber “que a casa que ele fazia/ sendo a sua liberdade/ era a sua escravidão”...

Era ele que erguia casas
Onde antes só havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as casas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Não sabia, por exemplo
Que a casa de um homem
é um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa que ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato, como podia
Um operário em construção
Compreender por que um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pá, cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia...
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com suor e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento
Além uma igreja, à frente
Um quartel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Não fosse, eventualmente
Um operário em construção.

Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
À mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma súbita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão -
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário,
Um operário em construção.
Olhou em torno: gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem o fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Não sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento!
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua própria mão
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que não havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro da compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu também o operário.
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele não cresceu em vão
Pois além do que sabia
- Exercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.

E foi assim que o operário
Do edifício em construção
Que sempre dizia sim
Começou a dizer não.
E aprendeu a notar coisas
A que não dava atenção:

Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uísque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pés andarilhos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução.

Como era de se esperar
As bocas da delação
Começaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão.
Mas o patrão não queria
Nenhuma preocupação
- "Convençam-no" do contrário -
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isso sorria.

Dia seguinte, o operário
Ao sair da construção
Viu-se súbito cercado
Dos homens da delação
E sofreu, por destinado
Sua primeira agressão.
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vão sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras se seguiram
Muitas outras seguirão.
Porém, por imprescindível
Ao edifício em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Não dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobrá-lo de modo vário.
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem bem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher.
Portanto, tudo o que vês
Será teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse, e fitou o operário
Que olhava e que refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria.
O operário via as casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Não vês o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Não podes dar-me o que é meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martírios
Um silêncio de prisão.
Um silêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silêncio apavorado
Com o medo em solidão.

Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arrastarem no chão.
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão.
Uma esperança sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razão porém que fizera
Em operário construído
O operário em construção.

by VINICIUS DE MORAES


A suspensão de sua alienação se inicia, quando o operário começa a tomar consciência, quando acordou foi tomado “de uma súbita emoção” ao constatar que era ele que fazia todas as coisas: garrafa, prato, facão, “gamela/ banco, enxerga, caldeirão,/ vidro, parede, janela,/ casa, cidade, nação”. Não apenas os objetos de uso cotidiano, como roupas, alimentos, casa, mas também instituições (cidade, nação), e o próprio operário, resultam do trabalho.

SUGESTÃO DE FILME: Tempos Modernos (Charlie Chaplin)



14/04/2011

FuMaNtEs PaSsIvOs - Warning Signs

 


Dois estudantes da Universidade de Nova York pode ajudar fumantes passivos a provar que estão sendo prejudicados.

Trata-se de camisetas com “órgãos” que mudam de cor em contato com a poluição do ar. As roupas detectam e denunciam desde a fumaça do cigarro até emissões de automóveis.

Os criadores – Nien Lam, de 32 anos, e Sue Ngo, de 27 – esperam passar uma mensagem sutil sobre os problemas do ar.

O projeto, chamado de “Warning Signs” (Sinais de Alerta, em inglês), é uma forma silenciosa de protesto – basta andar em um local poluído para que o sensor perceba o monóxido de carbono e “veias” azuis apareçam nas roupas.

As peças ainda são protótipos, feitas em dois modelos. Em um deles, um coração; no outro, um par de pulmões.

Segundo o “WNYC“, os inventores, que se formam em maio, querem produzir as camisetas em larga escala, mas não há preço sugerido.

13/04/2011

Sob as Asas de Deus

 


Sabe, uma pessoa que amo lançou o seu livro...😊😍 Dia 11/03/2011, foi o lançamento do livro: "Sob as Asas de Deus", de Elza Augusta Nogueira da Silva, minha mãe.

O livro traz uma visão pessoal sobre acontecimentos que marcaram a sua vida sócio familiar. Uma descrição sobre a infância, adolescência, juventude e maturidade de uma vida com o privilégio de reconhecer os cuidados de Deus em suas decisões de mudanças de casa (e de estado, três na verdade: Paraná, Mato Grosso do Sul, Rondônia e mais uma vez Mato Grosso do Sul); de escolha profissional (professora, secretária da educação, coordenadora escolar); de orientação dos filhos; de dedicação ao ministério religioso; da vida em família, da vida entre os amigos; das dificuldades e das vitórias...

Minha mãe já dedicou seu tempo a confecção de faixas, cartazes, trabalhos, manuais, pinturas de tecidos e telas; painéis em tecido, papel, paredes; confecção de bonecas; ornamentação de festas infantis... e tantas outras coisas nem sempre fáceis que exigiram tempo, dedicação, carinho; o livro é só mais um exemplo entre tantos projetos que tive a satisfação de ver a concepção desde a ideia até o nascimento do produto.

Costumo dizer que a minha mãe sempre me surpreende com a realização de seus projetos de vida (e olha que já a vi realizando vários). São fases?! Pode ser. Fases de uma filha, mulher, profissional, mãe, avó (quase bisa \0/) ...de quem sinto muito orgulho.

Uma honra ser parte de toda esta história. Um prazer compartilhar este momento com você.



13/03/2011

A Porta do lado

 


          "A gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, queremos que absolutamente tudo dê certo, e às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. Dou um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem, ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping. Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que resta do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes. Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.

O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que audácia contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergênciaFincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça...

Pra ser sincero vinte e quatro horas têm sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado. Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem. Pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia.

Então eu uso a porta do lado e vou tratar do que é importante de fato. Eis a chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado. Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague o seu dia... 

Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia. Lembre-se, o humor é contagiante, para o bem e para o mal. Sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria. A Porta do lado pode ser uma boa entrada ou uma boa saída... Experimente!"
desconheço a autoria
Recebi a mensagem da amiga
Beth, do Vila Mulher
e compartilho aqui no Blog...


Hebreus 12:14, diz: "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor." O que esse ensinamento propõe:

Ação Ativa: A palavra "segui" (ou "busquem", em algumas traduções) indica um esforço contínuo e deliberado. A paz não acontece por acaso; ela deve ser perseguida [1, 2].

O termo "com todos" reforça que a busca pela harmonia não deve se restringir apenas aos amigos ou àqueles que concordam conosco, mas estender-se a todas as pessoas [2, 3].

O versículo associa a paz à santificação. Isso sugere que, embora devamos buscar a convivência pacífica, não devemos comprometer nossos valores morais ou espirituais para evitar conflitos [1, 4].

O texto conclui com uma advertência de que a ausência dessas virtudes impede a proximidade ou a "visão" de Deus [1, 3].

Na prática, é um convite à tolerância, ao perdão e à resolução de conflitos de forma madura e ética.



03/03/2011

Quando você realmente ama alguém

Alicia Keys - When you Really Love Someone


Quando você realmente ama alguém
Eu sou uma mulher
Deus sabe como é difícil
Eu preciso de um homem de verdade
para me dar o que preciso
Doce atenção, amor e ternura
Quando é real, é incondicional
Eu estou lhe dizendo
Porque um homem só é um homem
se for um homem o suficiente...

Para amá-la quando você estiver certa
Para amá-la quando você estiver errada
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte
Te deixar pra cima quando o mundo
estiver te deixando pra baixo
Ele lhe dá seu último,
porque pensa em você primeiro
Dando-lhe conforto, quando ele acha
que você está machucada
Isso que é feito quando você
realmente ama alguém
Eu estou lhe dizendo,
estou lhe dizendo

Porque você é um homem de verdade
E Deus sabe como é difícil
As vezes você só precisa
de um toque feminino
Doce afeição, amor e suporte
Quando é real, é incondicional
Eu estou lhe dizendo, oh
Porque uma mulher não é uma mulher
se ela não for mulher o suficiente...

Para amá-lo quando você estiver certo
Para amá-lo quando você estiver errado
Amá-lo quando estiver fraco
Amá-lo quando estiver forte
Te deixar pra cima quando o mundo
estiver te deixando pra baixo
Ela lhe dá seu melhor,
quando você está na pior
Dando-lhe conforto, quando ela acha
que você está machucado
Isso que é feito quando você
realmente ama alguém
Eu estou lhe dizendo,
estou lhe dizendo Ooh, ooh, ohh

As vezes nós iremos discutir,
as vezes iremos brigar
As vezes parecerá que nunca irá dar certo
Mas algo tão forte faz com que você aguente
Isso não faz sentido mas faz uma boa música
Porque um homem só é um homem
se for um homem o suficiente...

Para amá-la quando você estiver certa
Para amá-la quando você estiver errada
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte
( Amar quando você estiver forte)
Te deixar pra cima quando o mundo estiver
te deixando pra baixo
Ele lhe dá seu último,
porque pensa em você primeiro
Dando-lhe conforto, quando ele acha
que você está machucada
Isso que é feito quando você
realmente ama alguém
Eu estou lhe dizendo,
estou lhe dizendo

Estou lhe dizendo que uma mulher
não é uma mulher se não for
mulher o suficiente...

( Para te amar) Para amá-la
quando você estiver certa
Para amá-la quando você
estiver errada ( Para te abraçar)
Amá-la quando estiver fraca
Amá-la quando estiver forte
Te deixar pra cima quando o mundo
estiver te deixando pra baixo
Ela lhe dá o seu melhor,
mesmo quando você está no seu pior
( mesmo quando está no seu pior, BABY!)
Dando-lhe conforto, quando ela acha
que você está machucado
Isso que é feito quando você
realmente ama alguém
Eu estou lhe dizendo,
estou lhe dizendo Mm, mm, yeah (4x)

01/03/2011

Quando Deus criou você


by Leonardo Gonçalves e Tatiana Costa

Eu sempre achei difícil entender,
como duas vidas podem se tornar apenas uma
Mas quando eu te encontrei, eu te amei
E um milagre aconteceu, e então eu entendi,

Que Deus tem sempre um plano pra nós
É preciso ter paciência e ouvir Sua voz,
o que será que meu Deus pensava,
quando criou você?
acho que Ele estava pensando em mim
Por que me deu mais do que sonhei
Deu muito mais, do que eu podia imaginar

Prometo que ao seu lado vou estar,
nas horas mais difíceis, eu contigo vou chorar
E onde quer que a vida te levar,
o meu coração vai junto, para sempre vou te amar

E Deus já tem um plano pra nós.
É preciso ter paciência e ouvir Sua voz,
o que será que meu Deus pensava,
quando criou você?
acho que Ele estava pensando em mim
Por que me deu mais do que sonhei
Deu muito mais, do que eu podia imaginar

Nós dois agora somos um,
E bate um só coração
Junto sempre viveremos
Para sempre amaremos
E assim eu posso perceber,
não sou nada sem você

Você é inspiração,
move o meu coração

O que será que meu Deus pensava ...
quando criou você?
acho que Ele estava pensando em mim
Por que me deu mais do que sonhei

Será que Ele lembrou,
quantas vezes de joelhos
à Ele orei?
E abençoou (Deus me abençoou),
Me Deus você(meu amor).

Me deu muito mais,
do que eu podia imaginar

21/02/2011

Bárbara de Alencar: 1ª Presidente do Brasil

 

Em 2011, completam 251 anos do nascimento da primeira mulher presidente no Brasil, Bárbara de Alencar. Quando estourou a Revolução Pernambucana de 1817, Bárbara liderou o movimento no Cariri e proclamou a República do Crato, sendo designada presidente.

Assim, Bárbara de Alencar tornou-se, senão a primeira presidente do Brasil, a primeira presidente de uma república brasileira. Os cearenses têm muito do que se orgulhar.

Num tempo em que as mulheres dedicavam-se às famosas prendas domésticas (prendas que as prendiam, restringiam, totalmente), Bárbara não apenas aderiu, mas pôs-se à frente da Revolução Pernambucana em seu estado de adoção, o Ceará. É o pioneirismo de uma mulher tomando as rédeas da história.

A Revolução Pernambucana durou menos de três meses. Bárbara foi presidente por apenas oito dias. Mas foi o bastante para marcar a sua presença na história.

Quando o romancista José de Alencar foi eleito Senador do Império, D. Pedro II vetou o seu nome. Apesar de já ter sido ministro da justiça, o imperador temia que trouxesse em seu DNA os genes revolucionários e republicanos de seu pai José Martiniano, de seu tio Tristão e de sua avó Bárbara de Alencar.

O Centro Cultural Bárbara de Alencar agracia todos os anos três mulheres, com a “Medalha Bárbara de Alencar. O centro administrativo do Governo do Ceará chama-se “Centro Administrativo Bárbara de Alencar”.

Luiz Gonzaga sempre saudava "dona Bárbara de Alencar", nos seus shows no Cariri, onde sabia que a reverenciavam. No dizer do etnólogo potiguar Luís da Câmara Cascudo, a revolução de 1817 foi a mais linda, inesquecível, arrebatadora e inútil das revoluções brasileiras.

Bárbara Pereira de Alencar


Esta heroína nasceu em Exu, Pernambuco, 11 de fevereiro de 1760. Foi uma revolucionária da Revolução Pernambucana de 1817 e da Confederação do Equador.

Teve quatro filhos: João Gonçalves de Alencar, Carlos José dos Santos, Joaquina Maria de São José, Tristão Gonçalves Pereira de Alencar e José Martiniano de Alencar. Este último é pai do escritor José de Alencar.

Adolescente, Bárbara mudou-se para a então vila do Crato, no Ceará, e casou com o comerciante português, José Gonçalves do Santos. Ela própria o pediu em casamento.

Uma das primeiras mulheres a envolver-se em política, foi presa em Fortaleza em 1817 por participar de movimentos em prol da Independência do Brasil e por ter liderado o movimento que proclamou a República no Crato, uma extensão da Revolução Pernambucana.

Como represália, a corte a manteve presa por quatro anos, transferindo-a para várias prisões em Fortaleza, Recife e Salvador.

Homenagens

Considerada a primeira mulher presa política do Brasil, ganhou a liberdade em 17 de novembro de 1821, por ocasião da Anistia Geral.

Primeira mulher, prisioneira política. Heroína. Após o perdão de Pedro I, Barbara continuou sua luta política em prol de um governo mais justo.

Em 1824, seus três filhos homens entram na luta que se chamou Confederação do Equador e que incendiou as províncias nordestinas. Nesta luta, ela viu morrer dois dos seus filhos, Carlos de Alencar e Tristão Gonçalves de Alencar Araripe.

Bárbara morreu em 28 de agosto de 1832, na fazenda Alecrim, no Piauí, sendo sepultada em Campos Sales.

Em 11 de fevereiro de 2005, foi lançada pelo Centro Cultural Bárbara de Alencar a “Medalha Bárbara de Alencar”. Anualmente, três mulheres, sempre no dia 11 de fevereiro serão agraciadas com o prêmio por suas ações junto a sociedade.

O centro administrativo do Governo do Ceará é batizado de Centro Administrativo Bárbara de Alencar.

Em Fortaleza existe estátua da heroína situada na Praça da Medianeira na Avenida Heráclito Graça próxima ao Ginásio Paulo Sarasate.

Bibliografia

ARAÚJO, Ariadne. Bárbara de Alencar. Fortaleza: Edições Demócrito Rocha


FONTE

16/01/2011

Duas Chuvas

 

Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de lágrimas
Uma de água e outra de lama
Uma de água e outra de casas
Chuvas que deixam crianças sem cama

Chovem duas chuvas:
Uma de água e outra de fome
Uma de água e outra de azar
Uma de água e outra sem nome
Chuvas que levam em suas águas a paz

Chuvas de desespero, de tristeza
Chuvas de solidão
Chuvas em cima da mesa
Terra no lugar do pão

Esta chuva que não cessa
Deixando tantos ao léu
Pedidos, súplicas e promessas
Olhares aflitos esperam a ajuda do céu

Corpos engolidos pela terra
Sem tempo de se despedir
Avalanches invadem sem espera
Vidas convidadas a partir

No olhar da menina passeia uma lágrima
A chuva insolente beija-lhe a face
Pezinhos descalços no chão de lástimas
Na inocência das crianças a esperança nasce

Chega de tanta chuva!
Que reine o sol e a luz
A fé do povo se curva
Aos pés da santa cruz!

Deus!
Há muito sofrimento nestas paragens
Lança sobre os desabrigados a tua proteção
Dá para Teus filhos a coragem
Que encontrem na tristeza
A fortaleza da oração

Deus!
E aqueles que se foram
Levados pela terra e pela água
Segura-os em Tuas mãos
Que tenham no céu uma morada
E a paz eterna reine em cada coração

E para aqueles que ficaram
Muita força e coragem
Aqui por onde as águas passaram
As terras desmoronaram
A fé, agora pede passagem!


**** Formação-Formada em Pedagogia e em Letras pela Uniasselvi-Universidade para o desenvolvimento do alto vale do Itajaí. Pós-graduada em Gestão Escolar pelo ICPG – Instituto Catarinense de Pós Graduação. Pós-graduada em Linguistica pela Universidade Gama Filho. Acadêmica do curso de Pós- Graduação em Metodologia do ensino da Língua Portuguesa e Literatura pela Uniasselvi e do curso de Revisão de Texto pela Universidade Gama Filho. (2008)

Súplica Cearense,
Gordurinha e Nelinho - 1960