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"...há anos, me dei conta que o que você faz com a sua vida é somente metade da equação. A outra metade, a metade mais importante na verdade, é com quem está quando está fazendo isso."

01/06/2008

O amor é único

Aos que não casaram,
Aos que vão casar,
Aos que acabaram de casar,
Aos que pensam em se separar,
Aos que acabaram de se separar,
Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem
três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.
O amor é único, como qualquer sentimento,
seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade,
qualquer  alteração no tom de voz nos fragiliza,
e de cobrança em  cobrança acabamos por sepultar
uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo pra lá, te amo pra cá.
Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto,
tem que haver muito mais do que amor,
e às vezes nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada, respeito.
Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios.
Alguma paciência...
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura para acatar regras
que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos,
acessos de carência, infantilidades.
Tem que saber levar. Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
O amor é grande, mas não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor
que carrega o ônus da onipotência.
O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!

Texto de Artur da T'avola

Reverência do Destino

"Falar é completamente fácil,
quando se tem palavras em mente
que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas
que estão sendo expostas
pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir
sobre os seus erros,
ou tentar fazer diferente
algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega,
fazer companhia a alguém,
dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas
e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia
e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação
e saber o que fazer.
Ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência
quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém
que realmente te conhece, te respeita e te entende.
'E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos
com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar,
mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus".
Principalmente quando somos culpados
pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos,
beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo
como uma corrente elétrica
quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver,
sem ter medo do depois.
Amar e se entregar.
E aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência.
Acenando o tempo todo,
mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras. Difícil é segui-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas,
ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta.
Ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar
ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma.
Sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas
vão te aceitar como você é
e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém.
Saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo,
mas com tamanha intensidade,
que se petrifica,
e nenhuma força jamais o resgata."

Carlos Drummond de Andrade

Não se deixe abalar...



"Não se deixe abalar pelo fato de um dia
ter demonstrado seus sentimentos
para quem não soube valorizá-los,
o que importa é que você
soube assumí-los sem medo
e essa pessoa um dia vai ver o quanto perdeu;
as vezes construímos pequenos sonhos
em cima de grandes pessoas,
mas com o passar do tempo,
percebemos que grandes mesmo eram os sonhos
e as pessoas pequenas demais para eles..."

31/05/2008

Aprenda a amar



Se alguém lhe bloquear a porta,
não gaste energia com o confronto,
procure as janelas.
Lembre-se da sabedoria da água:
"A água nunca discute com seus obstáculos,

mas os contorna."
Quando alguém o ofender ou o frustrar,
"você" é a água e a pessoa que o feriu

é o obstáculo! Contorne-o sem discutir.
Aprenda a amar sem esperar muito dos outros.

20/05/2008

Profissão: Mãe



Uma mulher chamada Anne foi renovar a sua carteira de motorista e pediram-lhe para mencionar
qual a sua profissão. Ela hesitou, sem saber bem como se classificar.
-O que eu quero saber é se tem um trabalho, insistiu o funcionário.
-Claro que tenho um trabalho, exclamou Anne. Sou mãe.
-Nós não consideramos "mãe" um trabalho. Vou colocar Dona de casa ou doméstica,
disse o funcionário friamente.
Não voltei a lembrar-me desta história até ao dia em que me encontrei em situação idêntica.
A pessoa que me atendeu era obviamente uma funcionária de carreira, segura, eficiente,
dona de um título sonante.
-Qual a sua ocupação? perguntou.
Não sei o que me fez dizer aquilo; as palavras simplesmente saltaram-me da boca para fora:
-Sou Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relações Humanas.
A funcionária fez uma pausa, caneta de tinta permanente a apontar para o ar, e olhou-me como
quem diz que não ouviu bem.
Eu repeti pausadamente enfatizando as palavras mais significativas. Então reparei, maravilhada,
como ela ia escrevendo, com tinta preta, no questionário oficial.
-Posso perguntar, disse-me ela com novo interesse, o que faz exatamente?
Calmamente, sem qualquer traço de agitação na voz, ouvi-me responder:
-Desenvolvo um programa a longo prazo, em laboratório e no campo experimental.
Sou responsável por uma equipe (a minha família), e já recebi quatro projetos (todas meninas.
Trabalho em regime de dedicação exclusiva, o grau de exigência é a nível de 14 horas por dia
(para não dizer 24...
Houve um crescente tom de respeito na voz da funcionária que acabou de preencher o formulário,
se levantou, e pessoalmente me abriu a porta.
Quando cheguei em casa, com o título da minha carreira erguido, fui recebida pela minha equipe -
uma de 13 anos, outra com 7 e outra com 3. Do andar de cima, pude ouvir o meu novo projeto
(uma bebê de 6 meses), testando uma nova tonalidade de voz.
Senti-me triunfante! Pensei na glória da maternidade, com as múltiplicadas responsabilidades
e horas intermináveis de dedicação...
"Mãe, onde está o meu sapato?", "Mãe,ajuda-me a fazer a lição?", "Mãe o bébé não pára de chorar."
"Mãe você vai-me buscar à escola?", "Mãe você compra...?" Mãe... Mãe...
Maternidade... que carreira gloriosa!
Então começei a pensar, se eu era Doutora em Desenvolvimento Infantil e Relacções Humanas as avós deveriam ser chamadas de Doutoras Séniores em Desenvolvimento Infantil e em Relacções Humanas;
as bisavós em Doutoras Executivas Séniores, as tias em Doutoras Asssistentes e todas as mulheres,
mães, esposas, amigas e companheiras, Doutoras na arte de fazer a vida melhor!
Numa altura em que se dá tanta importância aos títulos, em que se exige sempre maior especialização,
na área profissional... TORNA-TE UMA ESPECIALISTA NA ARTE DE AMAR!

"Não te preocupes por não poderes dar aos teus filhos o melhor de tudo... Dá a eles o teu melhor"

O Preço do Tempo



Imagine que você tem uma conta corrente e a cada manhã você acorda com um saldo de 86.400,00 reais. Só que não é permitido transferir o saldo para o dia seguinte.
Todas as noites o seu saldo é zerado, mesmo que você não tenha conseguido gastá-lo durante o dia.
O que você faz? Você iria gastar cada centavo é claro!
Todos nós somos clientes deste banco que estou falando.
Ele se chama TEMPO.
Todas as manhãs, é creditado para cada um 86.400 segundos.
Todas as noites o saldo é debitado como perda.
Não é permitido acumular este saldo para o dia seguinte.
Todas as manhãs a sua conta é reiniciada, e todas as noites as sobras do dia se evaporam.
Não há volta.
Você precisa gastar vivendo no presente o seu depósito diário.
Invista então no que for melhor, na sua saúde, felicidade, família, sucesso, etc...!
O relógio está correndo.
Faça o melhor para o seu dia-a-dia.
Para você perceber o valor de UM ANO,
pergunte a um estudante que repetiu de ano.
Para você perceber o valor de UM MÊS,
pergunte a uma mãe que teve seu bébé permaturamente.
Para você perceber o valor de UMA SEMANA,
pergunte a um editor de um jornal semanal.
Para você perceber o valor de UMA HORA,
pergunte aos namorados que estão esperando para se encontrar.
Para você perceber o valor de UM MINUTO,
pergunte a uma pessoa que perdeu o combóio.
Para você perceber o valor de UM SEGUNDO,
pergunte a uma pessoa que conseguiu evitar um acidente.
Para você perceber o valor de UM MILÉSIMO DE SEGUNDO,
pergunte a alguém que venceu a medalha de prata numa olímpiada.
Valorize cada momento que você tem!
E valorize mais porque você deve dividir com alguém especial,
especial o suficiente para gastar o seu tempo junto com você.
Lembre-se, o tempo não espera por ninguém.
O ontem é história. O amanhã é mistério.
Hoje é uma dádiva. Por isso é chamado de PRESENTE

Você Sabe Esperar?



Ao chegar em casa, depois de haver assistido a uma ópera, certa senhora abastada notou que sua jóia de alto valor não se encontrava mais presa ao seu vestido. Ficou apreensiva porque recebera do esposo há poucas semanas. Era preciso recuperá-la. Julgando-a perdida no carro, desceu as escadas e foi à garagem.

Abriu o carro, examinou cuidadosamente em cada cantinho, mas nada! O que fazer? Já se fazia tarde e, então, o mais sensato seria deixar para o dia seguinte as novas buscas e providências. Antes de dormir, ainda deu mais uma boa olhadela no quarto de vestir para ver se a encontraria ali. Tudo em vão. Aquela foi uma noite de insônia...

Nas primeiras horas da manhã seguinte, aquela senhora fez uma ligação para o teatro onde estivera na véspera e foi gentilmente atendida pelo gerente a quem contou, com detalhes, o ocorrido. Disse-lhe que estava certa de haver perdido durante o espectáculo da noite anterior, a sua jóia de valor incalculável, um broche de ouro cravejado de brilhantes. Sobretudo, era um presente do marido!

O gerente, demonstrando todo o interesse em colaborar na busca, pediu-lhe que permanecesse na linha, enquanto faria as verificações de praxe. Saiu então à procura do administrador, a quem contou o sucedido indagando em seguida a respeito do possível aparecimento da jóia em meio aos papéis retirados do chão do teatro.

O administrador informou prontamente que a jóia havia sido encontrada e guardada em lugar seguro.
Voltando ao telefone para transmitir a feliz notícia, o gerente constatou que a senhora já havia desligado.
Como não havia revelado o seu nome, endereço ou telefone, foi impossível encontrá-la para lhe entregar a jóia que tanto desejou recuperar.

Quantas pessoas buscam a Deus pedindo alguma coisa de muita importância, mas que não ficam na linha aguardando a resposta. Desanimam depressa demais e vão em busca de outra solução, esquecidas do facto de que Deus algumas vezes demora numa resposta porque o tempo não é oportuno ou porque a vontade não está em perfeita sintonia com a Dele.

Para se conseguir vitórias materiais, intelectuais e, sobretudo, espirituais, é imprescindível que se saiba esperar. A falta de paciência na espera pode levar alguém a precipitações, cujas consequências conduzem a sofrimentos ou prejuízos que poderão acompanhá-la pelo resto da vida.

"Esperei com paciência pelo Senhor, e ele se inclinou para mim e ouviu o meu clamor" Salmo 40:1

Mulher Maravilha



A Mãe e o Pai estavam a ver televisão, quando a Mãe disse: - Estou cansada e já é tarde, vou-me deitar! Foi à cozinha fazer as sanduíches para o lanche do dia seguinte na escola, passou água nas taças das pipocas, tirou a carne do congelador para o jantar do dia seguinte. Confirmou se as caixas dos cereais estavam vazias, encheu o açucareiro, pôs tigelas e talheres na mesa e preparou a cafeteira do café para estar pronta para ligar no dia seguinte. Pôs ainda umas roupas na máquina de lavar, passou uma camisa a ferro pregou um botão que estava a cair. Guardou umas peças de jogo que ficaram em cima da mesa, e pôs o telefone no lugar. Regou as plantas, despejou o lixo, e pendurou uma toalha para secar. Bocejou, espreguiçou-se, e foi para o quarto. Parou ainda no escritório e escreveu uma nota para o professor do filho, pôs num envelope junto com o dinheiro para pagamento de uma visita de estudo, e apanhou um caderno que estava caído debaixo da cadeira. Assinou um cartão de aniversário para uma amiga, selou o envelope, e fez uma pequena lista para o supermercado. Colocou ambos perto da carteira. Nessa altura, o Pai disse lá da sala: “Pensei que te tinhas ido deitar”. “Estou a caminho” respondeu ela. Pôs água na tigela do cão e chamou o gato para dentro de casa. Certificou-se de que as portas estavam fechadas. Espreitou para o quarto de cada um dos filhos, apagou a luz do corredor, pendurou uma camisa, atirou umas meias para o cesto de roupa suja e conversou um bocadinho com o filho mais velho que ainda estava estudando no quarto. Já no quarto, acertou o despertador, preparou a roupa para o dia seguinte e arrumou os sapatos. Depois lavou o rosto, passou creme, escovou os dentes e cortou uma unha partida. A essa altura, o Pai desligou a televisão e disse:“Vou-me deitar”. E foi. Sem mais nada.

Notaram aqui alguma coisa de extraordinário? Ainda perguntaram por que é que as mulheres vivem mais... E são tão MARAVILHOSAS PORQUE SÃO MAIS FORTES... FEITAS PARA RESISTIR...

Ah, amigas se se identificaram com esta situação é só pura coincidência...

Além das Aparências



Antonio, um pai de família, um certo dia, quando voltava do trabalho dirigindo num trânsito bastante complicado, deparou-se com um senhor que dirigia apressadamente. Vinha passando de uma faixa para outra e, quando se aproximou do carro de Antonio, fez uma tangente já que precisava atravessar para a outra faixa de rodagem. Naquela hora, a vontade de Antonio foi de insulta-lo e impedir sua passagem,
mas logo pensou:
- Coitado! Se ele está tão nervoso e apressado assim... Vai ver que está com um problema sério e precisando chegar logo ao seu destino.
Pensando assim, foi diminuindo a marcha e deixou-o passar.
Chegando em casa, Antonio recebeu a notícia de que seu filho de três anos havia sofrido um grave acidente e fora levado ao hospital. Imediatamente seguiu para lá e, quando chegou, sua esposa veio ao seu encontro e o tranquilizou dizendo:
- Graças a Deus está tudo bem, pois o médico chegou a tempo para socorrer nosso filho. Ele já está fora de perigo.
Antonio, aliviado, pediu que sua esposa o levasse até ao médico para agradecer. Qual não foi seu espanto quando percebeu que o médico era aquele senhor apressado para o qual ele havia dado passagem!

"Procure ver as pessoas além das aparências". Imagine que por detrás de uma atitude, existe uma história, um motivo que leva a pessoa a agir de determinada forma. Pense nisso!

Distância versus Proximidade



Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:
- Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas, porquê gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?
Questionou novamente o pensador.
- Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça,
retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecida?
O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas,
seus corações se afastam muito. Para cobrir esta distância precisam gritar para
poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte
terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância.
Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?
Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?
Porque seus corações estão muito perto.
A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos seus corações,
que nem falam, somente sussurram. E quando o amor é mais intenso,
não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Seus corações se entendem.
É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.
Por fim, o pensador conclui, dizendo:
"Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem,
não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia
em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta"

Sentido Inverso



Em certa ocasião alguém perguntou a Galileu Galilei:
- Quantos anos tens?!
- Oito ou dez, respondeu Galileu, em evidente contradição com sua barba branca.
E logo explicou:
- Tenho, na verdade, os anos que me restam de vida, porque os já vividos não os tenho mais,
como não temos mais as moedas que já gastamos.
Crescemos em sabedoria se valorizarmos o tempo como Galileu Galilei.
Dizemos espantados:
- Como passa o tempo!!
Mas na verdade, somos nós que passamos.
O astrônomo italiano sabia que convém desfrutar cada dia como se fosse o último.
O ontem já se foi e o amanhã ainda não chegou.

AMOR escreve-se com T, E, M, P, O



Quando o João tinha apenas cinco anos, a professora do jardim de infância, pediu aos alunos que fizessem um desenho de alguma coisa que eles amassem. João desenhou a sua família. Depois, desenhou um grande círculo, com um lápis vermelho, ao redor das figuras.

Querendo escrever uma palavra por cima do círculo, ele saiu da sua carteira, foi até à mesa da professora e perguntou-lhe: - Professora, como é que se escreve...? Ela não o deixou terminar a pergunta, mandou-o voltar para o seu lugar e não se atrever a interromper mais a aula.

João dobrou o papel e guardou-o no bolso. Quando regressou a casa, lembrou-se do desenho e tirou-o do bolso. Alisou-o bem sobre a mesa da cozinha, foi à mochila, pegou num lápis e olhou para o enorme círculo vermelho.

A sua mãe preparava o jantar, indo e vindo do fogão para a bancada e para a mesa. Ele queria terminar o desenho antes de o mostrar a ela e perguntou-lhe: - Mãe, como é que se escreve...? - João, não vês que estou ocupada? Vai brincar lá para fora. E não batas com a porta. Ele dobrou o desenho e guardou-o no bolso.

Nessa noite, ele tirou outra vez o desenho do bolso. Olhou para o enorme círculo vermelho, foi até à cozinha e pegou no lápis. Ele queria acabar o desenho antes de o mostrar ao pai. Alisou bem as dobras, colocou o desenho no chão da sala, perto do sofá onde o pai costumava sentar-se e perguntou-lhe: - Pai, como é que se escreve...? - João, não vês que estou a ler o jornal e que não gosto de ser interrompido? Vai brincar lá para fora e não batas com a porta.

O garoto dobrou o desenho e guardou-o no bolso. No dia seguinte, quando a sua mãe separava a roupa para lavar, encontrou no bolso das calças do filho enrolados num papel, uma pedrinha, um elástico e dois cromos. Eram os tesouros que ele tinha guardado enquanto brincara fora de casa. Ela nem abriu o papel e atirou tudo para o lixo.

Os anos passaram... Quando João tinha 28 anos, a sua filha de cinco anos, Ana fez um desenho. Era o desenho da sua família. O pai sorriu quando ela apontou uma figura alta, de forma indefinida e disse: - Este és tu, pai! A garota também se riu. O pai olhou para o enorme círculo vermelho feito por ela, ao redor das figuras e lentamente, passou os dedos sobre o círculo.

Ana desceu rapidamente do colo do pai e disse-lhe: - Eu já venho!

Quando voltou, trazia um lápis na mão. Voltou a sentar-se nos joelhos do pai, pôs a ponta do lápis perto do topo do grande círculo vermelho e perguntou: - Pai, como é que se escreve AMOR? Ele abraçou a filha, pegou-lhe na mãozita e conduziu-a devagar, ajudando-a a escrever as letras, enquanto lhe dizia: - AMOR, querida, AMOR escreve-se com as letras T, E, M, P, O.(TEMPO).

Conjugue o verbo Amar, a toda a hora. Use o seu tempo para amar. Crie um tempo extra para amar, não esquecendo que para os seus filhos, em especial, o que importa é ter quem os ouça e opine, quem participe e vibre, quem conheça e incentive. Não espere que o seu filho descubra sozinho como se soletra: AMOR, FAMÍLIA, CARINHO ...Por fim, lembre-se: Se você não tiver tempo para amar, invente. Afinal, o ser humano é um poço de criatividade e... o tempo... bom, o tempo é apenas uma questão de escolha.

Apenas um Toque


Se sou seu bebê por favor, me toque.
Preciso de seu afago de uma maneira que talvez nunca saiba.
Não se limite a banhar-me, trocar minha fralda e alimentar-me,
mas embale-me estreitado, beije meu rosto e acaricie meu corpo.
Seu carinho gentil, confortador, transmite segurança e amor.

Se sou sua criança, Por favor, me toque.
Ainda que eu resista e até o rejeite, insista,
descubra um jeito de atender minha necessidade.
Seu abraço de boa noite ajuda a adoçar meus sonhos.
Seu carinho de dia me diz o que você sente de verdade.

Se sou seu adolescente, por favor, me toque.
Não pense que eu, por estar quase crescido,
já não preciso saber que você ainda se importa.
Necessito de seus braços carinhosos, preciso de uma voz terna.
Quando a vida fica difícil, a criança em mim volta a precisar.

Se sou seu filho adulto, por favor, me toque.
Embora eu possa até ter minha própria família para abraçar,
ainda preciso dos braços de mãe e pai quando me machuco.
Como pai, a visão é diferente eu os estimo mais.

Se sou seu pai idoso, por favor, me toque.
Do jeito que me tocaram quando eu era bem pequeno.
Segure minha mão, sente-se perto de mim, dê-me força,
e aqueça meu corpo cansado com sua proximidade...
Minha pele, ainda que muito enrugada, adora ser afagada.

NÃO TENHA MEDO, APENAS ME TOQUE....
Fonte: aqui

Quantos Anos Você Tem?


Uma tarde o neto conversava com seu avô sobre os acontecimentos
e, de repente, perguntou:
- Quantos anos tens, vovô?
E o avô respondeu:
- Bem, deixa-me pensar um pouco...
Nasci antes da televisão, das vacinas contra a pólio, comidas congeladas,
foto copiadora, lentes de contato e pílula anticoncepcional.
Não existiam radares, cartões de crédito, raio laser nem patins on-line.
Não se havia inventado ar-condicionado, máquinas de lavar, secadoras,
(as roupas simplesmente secavam ao vento).
O homem nem havia chegado à lua, "gay" era uma palavra inglesa
que significava uma pessoa contente, alegre e divertida, não homossexual.
Rapazes não usavam piercings.
Nasci antes do computador, duplas carreiras universitárias e terapias de grupo.
Até completar 25 anos, chamava cada homem de "senhor"
e cada mulher de "senhora" ou "senhorita".
No meu tempo, virgindade não produzia câncer.
Ensinaram-nos a diferenciar o bem do mal, a ser responsáveis pelos nossos atos.
Acreditávamos que "comida rápida" era o que a gente comia quando estava com pressa.
Ter um bom relacionamento, era dar-se bem com os primos e amigos.
Tempo compartilhado, significava que a família compartilhava férias juntos.
Não se conhecia telefones sem fio e muito menos celulares.
Nunca havíamos ouvido falar de música estereofônica, rádios FM, fitas K-7,
CDs, DVDs, máquinas de escrever eléctricas, calculadoras
(nem as mecânicas quanto mais as portáteis).
"Notebook" era um livreto de anotações.
Aos relógios se dava corda a cada dia.
Não existia nada digital, nem relógios nem indicadores com números luminosos
dos marcadores de jogos, nem as máquinas.
Falando em máquinas, não existiam cafeteiras automáticas, microondas
nem rádio-relógios-despertadores.
Para não falar das videocassetes, ou das máquinas de vídeo.
As fotos não eram instantâneas e nem coloridas.
Havia somente em branco e preto e a revelação demorava mais de três dias.
As de cores não existiam e quando apareceram, sua revelação era muito cara e demorada.
Se em algo lêssemos "Made in Japan", não se considerava de má qualidade
e não existia "Made in Korea", nem "Made in Taiwan", nem "Made in China".
Não se havia ouvido falar de "Pizza Hut", "McDonald's", nem de café instantâneo.
Havia casas onde se comprava coisas por 5 e 10 centavos.
Os sorvetes, as passagens de autocarro e os refrigerantes, tudo custava 10 centavos.
No meu tempo, "erva" era algo que se cortava e não se fumava.
"Hardware" era uma ferramenta e "software" não existia.
Fomos a última geração que acreditou que uma senhora precisava de um marido
para ter um filho.
Agora me diga quantos anos acha que tenho?
- Hiii... vovô.. mais de 200! Falou o neto.
- Não, querido, somente 58!

Pai Nosso


ORAÇÃO
Nesta era de satélites e telecomunicações, de invenções incríveis, de viagens espaciais arrojadas, de desportos radicais, quando a imaginação humana parece impossível de delimitar e de conter; neste tempo de desafios novos todos os dias, nada me surpreende como a oração. Uma sucessão simples de palavras, às vezes só articuladas pelo coração. Um suspiro secreto. Um pensamento. Algumas frases murmuradas no silêncio da alma que clama pelo seu Criador. Ou então súplicas audívies, claras, específicas, insistentes.

Pedidos de socorro como gritos de náufragos. Gemidos impossíveis de explicar. Sem aparelhos. Sem fios. Sem satélites. Sem telecomandos. Uma oração: uma ligação directa com Deus, a possibilidade de uma audiência privada, sem pré-marcação, com o Rei dos reis, em qualquer lugar, a qualquer hora do dia ou da noite.

Uma oração atravessa a abóbada celeste, percorre o espaço sideral, e chega ao céu dos céus, ao terceiro céu, num momento, num abrir e fechar de olhos, no tempo que leva a formular um pensamento ou a articular uma palavra. Isto é uma criação de Deus - única, exclusiva, oferecida à Humanidade com a mesma misericórdia que traz o sol sobre o mundo um dia após o outro, com a mesma fidelidade, com o mesmo amor: um canal permanentemente aberto entre Deus e nós.

contexto original na página: amorfraternal

Deus está nas tempestades da minha vida...

Às vezes eu pensava que a tempestade era só uma travessia, um processo. Não sabia que o objetivo de Deus era guardar-me no meio da tormenta, revelar-se como o Consolador e o Deus Todo-Poderoso; manter-me no lugar onde a mão certeira do escultor não pára de trabalhar a pedra, batendo, cortando, quebrando, polindo.

Não sabia que Deus me queria exatamente no centro da tormenta, porque só ali eu podia aprender as lições de vida que Ele tinha para me ensinar. Então aprendi a louvar apesar das circunstâncias, aprendi a olhar para além da escuridão imediata, aprendi a confiar no horizonte largo e limpo que Deus estende para mim depois da tempestade. E aprendi que nada é tão precioso como crer em Deus, confiar em Deus, amá-Lo, servi-Lo, esperar Nele e esperar por Ele, porque um dia destes Cristo virá, para a redenção total dos que nele depositam toda a sua fé.

Sem tempestades, eu não buscaria Deus com o mesmo empenho; não saberia apreciar o alívio e a alegria de O encontrar e de sentir a Sua mão a sustentar a minha vida em cada passo da jornada. A tempestade é para a alma o que a dor física é para o corpo: um sinal de alerta, uma chamada para despertar. Eu desperto em cada tempestade e, depois de ela passar, eu adormeço na segurança do abraço de Deus, meu Pai Calestial!

Obrigado Senhor pelas respostas às minhas orações. Obrigado meu Deus por estares sempre comigo!

16/05/2008

Sotaque mineiro: é ilegal, imoral ou engorda?



Gente, simplificar é um pecado. Se a vida não fosse tão corrida, se não tivesse tanta conta para pagar, tantos processos - oh sina – para analisar, eu fundaria um partido cuja luta seria descobrir as falas de cada região do Brasil.

Cadê os lingüistas deste país? Sinto falta de um tratado geral dos sotaques brasileiros. Não há nada que me fascine mais. Como é que as montanhas, matas ou mares influem tanto, e determinam a cadência e a sonoridade das palavras?

É um absurdo. Existem livros sobre tudo; não tem (ou não conheço) um sobre o falar ingênuo deste povo doce. Escritores, ô de casa, cadê vocês? Escrevam sobre isto, se já escreveram me mandem, que espero ansioso.

Um simples "mas" é uma coisa no Rio Grande do Sul. É tudo menos um "mas" nordestino, por exemplo. O sotaque das mineiras deveria ser ilegal, imoral ou engordar. Porque, se tudo que é bom tem um desses horríveis efeitos colaterais, como é que o falar, sensual e lindo (das mineiras) ficou de fora?

Porque, Deus, que sotaque! Mineira devia nascer com tarja preta avisando: ouvi-la faz mal à saúde. Se uma mineira, falando mansinho, me pedir para assinar um contrato doando tudo que tenho, sou capaz de perguntar: só isso? Assino achando que ela me faz um favor.

Eu sou suspeitíssimo. Confesso: esse sotaque me desarma. Certa vez quase propus casamento a uma menina que me ligou por engano, só pelo sotaque.

Mas, se o sotaque desarma, as expressões são um capítulo à parte. Não vou exagerar, dizendo que a gente não se entende... Mas que é algo delicioso descobrir, aos poucos, as expressões daqui, ah isso é...

Os mineiros têm um ódio mortal das palavras completas.

Preferem, sabe-se lá por que, abandoná-las no meio do caminho (não dizem: pode parar, dizem: "pó parar". Não dizem: onde eu estou?, dizem: "ôndôtô?"). Parece que as palavras, para os mineiros, são como aqueles chatos que pedem carona. Quando você percebe a roubada, prefere deixá-los no caminho.

Os não-mineiros, ignorantes nas coisas de Minas, supõem, precipitada e levianamente, que os mineiros vivem - lingüisticamente falando - apenas de uais, trens e sôs. Digo-lhes que não.

Mineiro não fala que o sujeito é competente em tal ou qual atividade. Fala que ele é bom de serviço. Pouco importa que seja um juiz, um jogador de futebol ou um ator de filme pornô. Se der no couro – metaforicamente falando, claro - ele é bom de serviço. Faz sentido...

Mineiras não usam o famosíssimo tudo bem. Sempre que duas mineiras se encontram, uma delas há de perguntar pra outra: "cê tá boa?" Para mim, isso é pleonasmo. Perguntar para uma mineira se ela tá boa, é como perguntar a um peixe se ele sabe nadar. Desnecessário.

Há outras. Vamos supor que você esteja tendo um caso com uma mulher casada. Um amigo seu, se for mineiro, vai chegar e dizer: - Mexe com isso não, sôo (leia-se: sai dessa, é fria, etc).

O verbo "mexer", para os mineiros, tem os mais amplos significados. Quer dizer, por exemplo, trabalhar. Se lhe perguntarem com o que você mexe, não fique ofendido. Querem saber o seu ofício.

Os mineiros também não gostam do verbo conseguir. Aqui ninguém consegue nada. Você não dá conta. Sôcê (se você) acha que não vai chegar a tempo, você liga e diz: - Aqui, não vou dar conta de chegar na hora, não, sô.

Esse "aqui" é outro que só tem aqui. É antecedente obrigatório, sob pena de punição pública, de qualquer frase. É mais usada, no entanto, quando você quer falar e não estão lhe dando muita atenção: é uma forma de dizer, olá, me escutem, por favor. É a última instância antes de jogar um pão de queijo na cabeça do interlocutor.

Mineiras não dizem "apaixonado por". Dizem, sabe-se lá por que, "apaixonado com". Soa engraçado aos ouvidos forasteiros. Ouve-se a toda hora: "Ah, eu apaixonei com ele...". Ou: "sou doida com ele" (ele, no caso, pode ser você, um carro, um cachorro). Elas vivem apaixonadas com alguma coisa.

Que os mineiros não acabam as palavras, todo mundo sabe. É um tal de bonitim, fechadim, e por aí vai. Já me acostumei a ouvir: "E aí, vão?". Traduzo: "E aí, vamos?". Não caia na besteira de esperar um "vamos" completo de uma mineira. Não ouvirá nunca.

Na verdade, o mineiro é o baiano lingüístico. A preguiça chegou aqui e armou rede. O mineiro não pronuncia uma palavra completa nem com uma arma apontada para a cabeça.

Eu preciso avisar à língua portuguesa que gosto muito dela, mas prefiro, com todo respeito, a mineira. Nada pessoal. Aqui certas regras não entram. São barradas pelas montanhas.

Por exemplo: em Minas, se você quiser falar que precisa ir a um lugar, vai dizer: - Eu preciso de ir.

Onde os mineiros arrumaram esse "de", aí no meio, é uma boa pergunta. Só não me perguntem. Mas que ele existe, existe. Asseguro que sim, com escritura lavrada em cartório. Deixa eu repetir, porque é importante. Aqui em Minas ninguém precisa ir a lugar nenhum. Entendam... Você não precisa ir, você "precisa de ir". Você não precisa viajar, você "precisa de viajar". Se você chamar sua filha para acompanhá-la ao supermercado, ela reclamará: - Ah, mãe, eu preciso de ir?

No supermercado, o mineiro não faz muitas compras, ele compra um tanto de coisa. O supermercado não estará lotado, ele terá um tanto de gente. Se a fila do caixa não anda, é porque está agarrando lá na frente. Entendeu?

Deus, tenho que explicar tudo. Não vou ficar procurando sinônimo, que diabo. E não digo mais nada, leitor, você está agarrando meu texto. Agarrar é agarrar, ora!

Se, saindo do supermercado, a mineirinha vir um mendigo e ficar com pena, suspirará: - Ai, gente, que dó.

É provável que a essa altura o leitor já esteja apaixonado pelas mineiras.

Eu aviso que vá se apaixonar na China, que lá está sobrando gente. E não vem caçar confusão pro meu lado. Porque, devo dizer, mineiro não arruma briga, mineiro "caça confusão". Se você quiser dizer que tal sujeito é arruaceiro, é melhor falar, para se fazer entendido, que ele "vive caçando confusão".

Para uma mineira falar do meu desempenho sexual, ou dizer que algo é muitíssimo bom (acho que dá na mesma), ela, se for jovem, vai gritar: "Ô, é sem noção". Entendeu, leitora? É sem noção! Você não tem, leitora, idéia do tanto de bom que é. Só não esqueça, por favor, o "Ô" no começo, porque sem ele não dá para dar noção do tanto que algo é sem noção, entendeu?

Ouço a leitora chiar:

- Capaz...
Vocês já ouviram esse "capaz"? É lindo. Quer dizer o quê? Sei lá, quer dizer "tá fácil que eu faça isso", com algumas toneladas de ironia. Gente, ando um péssimo tradutor. Se você propõe a sua namorada um sexo a três (com as amigas dela), provavelmente ouvirá um "capaz..." como resposta. Se, em vingança contra a recusa, você ameaçar casar com a Gisele Bundchen, ela dirá: "ô dó dôcê". Entendeu agora? Não? Deixa para lá. É parecido com o "nem...". Já ouviu o "nem..."? Completo ele fica: - Ah, nem...

O que significa? Significa, amigo leitor, que a mineira que o pronunciou não fará o que você propôs de jeito nenhum. Mas de jeito nenhum. Você diz: "Meu amor, cê anima de comer um tropeiro no Mineirão?"
Resposta: "nem..." Ainda não entendeu? Uai, nem é nem. Leitor, você é meio burrinho ou é impressão?

A propósito, um mineiro não pergunta: "você não vai?". A pergunta, mineiramente falando, seria: "cê não anima de ir"? Tão simples. O resto do Brasil complica tudo. É, ué, cês dão umas volta pra falar os trem...

Certa vez pedi um exemplo e a interlocutora pensou alto: - Você quer que eu "dou" um exemplo... Eu sei, eu sei, a gramática não tolera esses abusos mineiros de conjugação. Mas que são uma gracinha, ah isso lá são.

Ei, leitor, pára de babar. Que coisa feia. Olha o papel todo molhado. Chega, não conto mais nada. Está bem, está bem, mas se comporte.

Falando em "ei...". As mineiras falam assim, usando, curiosamente, o "ei" no lugar do "oi". Você liga, e elas atendem lindamente: "eiiii!!!", com muitos pontos de exclamação, a depender da saudade...

Tem tantos outros... O plural, então, é um problema. Um lindo problema, mas um problema. Sou, não nego, suspeito. Minha inclinação é para perdoar, com louvor, os deslizes vocabulares das mineiras.

Aliás, deslizes nada. Só porque aqui a língua é outra, não quer dizer que a oficial esteja com a razão. Se você, em conversa, falar: - Ah, fui lá comprar umas coisas... - Que' s coisa? - ela retrucará. Acreditam? O plural dá um pulo. Sai das coisas e vai para o que.

Ouvi de uma menina culta um "pelas metade", no lugar de "pela metade". E se você acusar injustamente uma mineira, ela, chorosa, confidenciará: - Ele pôs a culpa "ni mim".

A conjugação dos verbos tem lá seus mistérios, em Minas... Ontem, uma senhora docemente me consolou: "preocupa não, bobo!". E meus ouvidos já acostumados às ingênuas conjugações mineiras nem se espantam. Talvez se espantassem se ouvissem um: "não se preocupe", ou algo assim. A fórmula mineira é sintética e diz tudo.

Até o tchau em Minas é personalizado. Ninguém diz tchau pura e simplesmente. Aqui se diz: "tchau pro cê", "tchau pro cês". É útil deixar claro o destinatário do tchau. O tchau, minha filha, é prôcê, não é pra outra entendeu?

Deve haver, por certo, outras expressões... A minha memória (que não ajuda muito) trouxe essas por enquanto. Estou, claro, aberto a sugestões. Como é uma pesquisa empírica, umas voluntárias ajudariam... Exigência: ser mineira. Conversando com lingüistas, fui informado: é prudente que tenham cabelos pretos, espessos e lisos, aquela pele bem branquinha... Tudo.

Naturalmente, em nome da ciência. Bem, eu me explico: é que, características à parte, as conformações físicas influem no timbre e som da voz, e eu não posso, em honrados assuntos mineiros, correr o risco de ser inexato, entendem?

Felipe Peixoto Braga Netto
crônica extraída do livro "As coisas simpáticas da vida", Landy Editora, São Paulo (SP) - 2005, pg. 82.

A melhor imagem de nós mesmos...


A tendência de posar para a foto não se restringe aos artistas. Todos nós tentamos vender a melhor imagem de nós mesmos, concedemos excessiva importância aos nossos dramas e perdemos muito tempo para realizar nossas grandes (micro) revoluções.

Para remover essa pose que causa aversão e nos distancia dos outros, basta dissolver a seriedade. Há uma prática simples para isso: rir de si mesmo. Quando somos os primeiros a apontar nossas negatividades e obstáculos, quando rapidamente reconhecemos neuroses e confessamos abertamente aquilo que sempre evitamos admitir, nossa fragilidade se torna a ponte para o coração dos outros, afinal eles são vítimas dos mesmos problemas! Quando alguém ri de nós, gargalhamos junto. Por não mantermos pose alguma, o outro não consegue manter sua artificialidade e logo perde a pose também, abrindo-se ao contato autêntico.

Nossa seriedade supõe uma certeza sobre o que está acontecendo e sobre quem somos. Porém, uma breve análise mostra que não é bem assim. A seriedade nos deixa pesados. Uma vida lúdica, ao contrário, lida com cada coisa que surge sem que aquilo tenha de fazer sentido ou ser encaixado em um quebra-cabeça maior. A espontaneidade dá origem à leveza.

Seres engraçados que somos. Temos certezas (ou pelo menos tentamos sustentá-las) sobre o que estamos fazendo, o que é a vida, onde queremos chegar, o que é legal e o que não é, quem é bom e quem é mau. Enquanto nos esforçamos para administrar essas grandes questões (algo parecido com controlar a chuva ou ter a absoluta certeza de que o Sol nascerá amanhã), não conseguimos manter nem mesmo as mínimas decisões, como dormir mais cedo, começar a se alimentar melhor ou fazer alguma atividade física. É sobre estas pequenas questões cotidianas, sobre nosso próximo passo no mundo, que temos controle – e é justamente dessa responsabilidade que fugimos! Mais fácil nos preocuparmos com as grandes certezas, não é mesmo?

Quem vive em cima do fio da navalha ignora as seguintes perguntas: Ela me ama? Ela está me traindo? A relação tem futuro? Ele me ama? Este é o melhor caminho?”. Abdicar de tais respostas é superar a seriedade que nos faz verificar cada pedaço de informação para tomar decisões importantes. Ora, podemos viver sem certezas, sabendo que nenhuma decisão é absolutamente importante e que nenhum passo nos impede de voltar atrás. Podemos apenas seguir.

A experiência de perder a pose, quebrar a auto-importância e abandonar a seriedade é bem descrita por Contardo Calligaris quando ele fala sobre o fim do processo terapêutico:

“Seria a experiência de que não somos grande coisa e, em particular, não somos a única coisa que falta para que o mundo seja perfeito e para que a nossa mãe seja feliz. Isso parece (e é) uma coisa fácil de saber e mesmo de admitir, mas uma experiência efetiva dessa superfluidade de nossa existência é uma outra história. Nesse momento final, o sujeito vivenciaria, logicamente, uma espécie de desamparo depressivo, mas também uma extrema liberação. Por que liberação? Pois é, o que mais nos faz sofrer talvez seja justamente a relevância excessiva que atribuímos à nossa presença no mundo, pois essa relevância é a pedra de fundação de todas nossas obstinadas repetições, é graças a ela que insistimos em ser sempre “iguais a nós mesmos” (sendo que, no caso, essa expressão não tem um sentido positivo).” – Contardo Calligaris, em “Cartas a um Jovem Terapeuta”

Vitor Hugo - Aquele que ri muito e faz a galera rir também, toda segunda-feira no SANTA MARTA BAR no BATEL no show de stand up comedy chamado SANTA COMÉDIA...

Bozó: Quem quer brincar?!


"A vida é como um jogo de dados; se você não consegue a jogada que esperava, pode mostrar sua habilidade tirando o máximo da jogada que conseguiu".

O bozó é um jogo ideal para discontrair com os familiares e amigos. O nome "Bozó" é um abrasileiramento do jogo francês Yam. O jogo também possui relação com o pôquer, o Yatch, Holligam e o General.

Você já ouviu falar do Bozó? Provavelmente, se você já esteve aqui no Estado de Mato Grosso do Sul, já jogou ou deve ter visto alguém jogando. Conhecido nos estados de Mato Grosso e Mato Grosso Sul, o bozó é muito jogado entre a população urbana e indígena dos dois estados.

Como jogar?
Nesse jogo são usados cinco dados, um copo apropriado feito de couro e um papel qualquer para marcar a pontuação. Para começar é preciso ter no mínimo dois jogadores e sortear “a pedra maior”; quem tirar o maior numero no dado começa o jogo. Cada jogador tem direito a três jogadas.

Tabuleiro:

A pontuação é marcada num tabuleiro representado por um símbolo semelhante uma forquilha. Cada casa do tabuleiro tem um nome e a pontuação que poderá obter.

Nome das Casas e Pontuação:
*Ás: É representado pelo numero um no dado, e vale de um a cinco pontos;
*Duque: É representado pelo numero dois, e seu valor é de dois a dez pontos;
*Terno: É representado pelo numero três e vale de três a quinze pontos;
*Quadra: É representado pelo numero quatro e vale de quatro a dezesseis pontos;
*Quina: É representado pelo numero cinco e vale de cinco a 24 pontos;
*: quando três dados têm o mesmo numero e outros dois têm outro numero. Sua pontuação é de dez a quinze pontos.
*Seguida: O próprio nome já diz; é quando cada dado tem um numero diferente, formando uma seguida, que pode ser de vinte ou até vinte e cinco pontos;
*Quadrada: Quando quatro dados tem o mesmo numero, e valem de 40 a 45 pontos;
*General “de boca” (em uma jogada) ganha o jogo. Quando se faz em uma só jogada algum tipo de pontuação, é chamado de “de boca” e é acrescentado 5 pontos ao valor da jogada.

Regras:
O objetivo é fazer o máximo de pontos para ganhar o jogo.
- No jogo Bozó não tem limites de jogadores, podendo ser disputado por duas, três, quatro, ou mais pessoas. Pode ser jogado em duplas também;
- O inicio do jogo poderá ser decidido entre os participantes;
- Cada jogador poderá fazer três tentativas em seqüência, podendo parar quando conseguir a pontuação que lhe convier;
- Quando jogar o dado pela primeira vez, o jogados poderá separar os dados que lhe convém, e jogar somente os dados que sobraram. Isso poderá ser feito também na segunda tentativa;
- Antes de o jogado ver sua jogada, ou seja, antes de levantar o copo, o jogador pode pedir BAIXO, fazendo isso, servirá somente as faces de baixo do dado, por isso, o Bozó não pode ser jogado com um copo transparente;
- BOCA é quando o jogador consegue na primeira tentativa, marcar nas casas do FÚ, SEGUIDA, QUADRADA e GENERAL , ganhando assim cinco pontos de bônus;
- Quando o competidor não tiver opção de marcação de pontos, ele terá que eliminar uma casa que não esteja pontuada;
- O jogo termina quando todas as casas forem preenchidas;
- Ganha o jogo quem obtiver a maior pontuação."

Fontes:
*Equipe Terra Morena
EE Professor Emygdio Campos Widal - Campo Grande/MS

*A Matemática Através do JOGO BOZÓ

*BOROROS.

*BOZÓ.

*______.

*EMERIQUE, P.S. Isto e aquilo: jogo e “ensinagem” matemática. Pesquisa em Educação Matemática: concepções e perspectivas. M. A.V. Bicudo (org.). São Paulo: Editora Unesp, 1999, p.185-198.

*http://www.jogos.antigos/

***Meu espaço no Vila Mulher***

Use a porta ao lado

Em entrevista dada pelo médico Drauzio Varella, disse ele que a gente tem um nível de exigência absurdo em relação à vida, que queremos que absolutamente tudo dê certo, e que, às vezes, por aborrecimentos mínimos, somos capazes de passar um dia inteiro de cara amarrada. E aí ele deu um exemplo trivial, que acontece todo dia na vida da gente...

É quando um vizinho estaciona o carro muito encostado ao seu na garagem (ou pode ser na vaga do estacionamento do shopping). Em vez de simplesmente entrar pela outra porta, sair com o carro e tratar da sua vida, você bufa, pragueja, esperneia e estraga o que restou do seu dia.

Eu acho que esta história de dois carros alinhados, impedindo a abertura da porta do motorista, é um bom exemplo do que torna a vida de algumas pessoas melhor, e de outras, pior.

Tem gente que tem a vida muito parecida com a de seus amigos, mas não entende por que eles parecem ser tão mais felizes.

Será que nada dá errado pra eles? Dá aos montes. Só que, para eles, entrar pela porta do lado, uma vez ou outra, não faz a menor diferença.


O que não falta neste mundo é gente que se acha o último biscoito do pacote. Que "audácia" contrariá-los! São aqueles que nunca ouviram falar em saídas de emergência: fincam o pé, compram briga e não deixam barato. Alguém aí falou em complexo de perseguição? Justamente. O mundo versus eles.

Eu entro muito pela outra porta, e às vezes saio por ela também. É incômodo, tem um freio de mão no meio do caminho, mas é um problema solúvel. E como esse, a maioria dos nossos problemões podem ser resolvidos assim, rapidinho. Basta um telefonema, um e-mail, um pedido de desculpas, um deixar barato. Eu ando deixando de graça ...

Pra ser sincero vinte e quatro horas tem sido pouco pra tudo o que eu tenho que fazer, então não vou perder ainda mais tempo ficando mal-humorado.

Se eu procurar, vou encontrar dezenas de situações irritantes e gente idem; pilhas de pessoas que vão atrasar meu dia. Então eu uso a "porta do lado" e vou tratar do que é importante de fato.

Eis uma chave do mistério, a fórmula da felicidade, o elixir do bom humor, a razão por que parece que tão pouca coisa na vida dos outros dá errado.

Quando os desacertos da vida ameaçarem o seu bom humor, não estrague seu dia... Use a porta do lado e mantenha a sua harmonia.

Lembre-se, o humor é contagiante - para o bem e para o mal - portanto, sorria, e contagie todos ao seu redor com a sua alegria.

A "Porta do lado" pode ser uma boa entrada ou uma boa saída ...

(Drauzio Varella)